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ONS quer respostas sobre as causas do último apagão elétrico em Manaus e cidades do interior

Órgãos do Governo Federal se reunirão para dar respostas sobre o corte do fornecimento de energia elétrica de sexta-feira (12) 18/07/2013 às 07:26
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Por mais de duas horas, interrupção no fornecimento de energia deixou às escuras Manaus, Mnacapuru e Iranduba na sexta-feira. No sábado, Manacapuru voltou a ficar sem luz
Antônio Paulo Brasília

O Operador Nacional do Sistema (ONS) elétrico brasileiro e a Eletrobras Amazonas Energia se reúnem hoje para analisar e encontrar as causas reais do apagão que deixou Manaus, Iranduba e Manacapuru às escuras, por duas horas, na sexta-feira, 12 de julho. A empresa amazonense já sabe os motivos, mas pelo fato de o setor energético do Estado já fazer parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), o órgão operador é quem vai dar a última palavra sobre o blecaute. O relatório deve sair em 15 dias.

“Hoje, o sistema interligado de Manaus passou a fazer parte do processo de interligação nacional e ainda está em fase de testes e adaptações. Como é um sistema energético grandioso e complexo, toda ocorrência que envolve o sistema interligado é coordenada pelo operador nacional que emitirá o relatório de análise de perturbação, com as medidas necessárias para que o problema não volte a ocorrer”, disse o presidente da Eletrobras Amazonas Energia, Marco Aurélio Madureira da Silva.

Segundo o executivo, um dos pontos de vantagem do sistema interligado foi demonstrado na ocorrência, pois, mesmo que a falha técnica tenha sido na usina de Manaus, a subestação de Balbina, em Presidente Figueiredo, continuou funcionando o que permitiu o retorno da carga que voltou a atender Manaus no mais curto espaço de tempo.

“Em outras circunstâncias, com uma grande quantidade de pequenas usinas, a demora para recompor o sistema seria muito maior. Com o sistema interligado, Balbina continuou em pleno funcionamento”, explicou o presidente da Amazonas Energia. Segundo o relatório preliminar recebido pelo senador Eduardo Braga (PMDB), houve problema técnico no mecanismo de proteção da subestação Manaus que desarmou a alimentação da linha de transmissão que vinha de Balbina e Tucuruí-PA.

Eduardo Braga pediu informações à direção da estatal amazonense, à Eletrobras e  conversou com o ministro de Minas e Energia (MME), Edson Lobão. Braga assegura que o motivo não foi sobrecarga de energia. O senador alerta que a linha vinda de Tucuruí está funcionando em fase de teste e, sobre esse aspecto, está sendo testada o tempo todo.

“No momento do black out a Amazonas Energia não fazia uma operação especificamente de testes e, por alguma razão que ainda não se sabe, não se tem uma definição precisa, a subestação de Manaus desarmou o circuito. Mas, ao final das contas, é sim por causa dos ajustes que estão sendo feitos nesse sistema em função da entrada do Linhão de Tucuruí-Macapá-Manaus”, disse Eduardo Braga. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também pediu explicações às autoridades do setor elétrico nacional.

Segurança energética

Com a entrada do linhão de Tucuruí, disponibilizando cerca de 3 mil megawatts de potência energética e Manaus, produzindo 1.500 MW, o senador Eduardo Braga afirma que o Estado do Amazonas terá uma geração de energia garantida para os próximos 20 anos: “Isso significa segurança energética tanto para os investidores que decidirem trazer uma planta industrial para o Amazonas quanto para os consumidores”.

De acordo com o parlamentar, essa segurança terá reflexos no interior do Estado. Na primeira fase de interligação, será construída uma subestação em Silves para atender também os municípios de Itapiranga, Itacoatiara, São Sebastião do Uatumã e Urucará.

O sistema deverá entrar em funcionamento até o final de 2014.  Está em fase de aprovação uma subestação, vinda de Oriximiná, no Pará, com 138 kv, para atender Parintins, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Maués, Nova Olinda do Norte, Urucurituba e o distrito de Itapeaçu.

Cabeamento de fibra ótica

Além do fornecimento de energia, a interligação Tucurui-Macapá-Manaus poderá ser utilizada para disponibilizar serviços de telecomunicações, como Internet banda larga e telefonia, entre outros serviços que podem ser transmitidos via fibras ópticas disponíveis nos para-raios tipo OPGW (Optical Ground Wire Cable) que serão utilizados nas linhas de transmissão. 

Esta disponibilização dos cabos para-raios é prerrogativa das concessionárias de transmissão LXTE, LMTE e MANAUS. Ex-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia e Informática (CCTI) do Senado, em 2012, Eduardo Braga garante que o sistema de telecomunicações em Mananus e no interior do Estado vai melhorar  porque junto com o linhão de Tucuruí chegou um super cabo de fibra óptica cujo backbone (o termo utilizado para identificar a rede principal pela qual os dados de todos os clientes da Internet passam. É a espinha dorsal da Internet) vai até a Embratel. “Isso vai agilizar a operacionalização do Plano Nacional de Banda Larga”.

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