Domingo, 26 de Maio de 2019
comunicado

ONU cobra investigação "imparcial e imediata" sobre rebelião no Amazonas

A entidade ressaltou ainda que a punição pura e simples dos que cometeram as atrocidades não resolve a questão, uma vez que condições nas cadeias são precárias



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Rebelião matou 56 presos no Compaj e mais quatro na Unidade do Puraquequara
03/01/2017 às 15:16

A Organização das Nações Unidas emitiu um comunicado nesta terça-feira cobrando que as autoridades amazonenses  façam uma investigação "imparcial e imediata" sobre a rebelião nos presídios do Amazonas que culminou na morte de 60 detentos, sendo 56 deles no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

A ONU alertou, no comunicado, que a responsabilidade sobre as condições dos presos é do Estado, impreterivelmente. "Pessoas que estão detidas estão sob a custódia do Estado e, portanto, as autoridades relevantes carregam a responsabilidade sobre o que ocorre com elas", destacou a ONU.

A entidade destacou, de maneira positiva, a iniciativa do Estado em instaurar um inquérito para investigar as mortes ocorridas, mas apontou que a punição pura e simples dos que cometeram as atrocidades não resolve a questão.  "Estados precisam garantir que as condições de detenção sejam compatíveis com a proibição da tortura e um tratamento degradante, cruel e desumano", disse a entidade. "Essas condições precisam também ser compatível com o direito de todas as pessoas presas de ser tratadas com humanidade e com respeito à sua dignidade inerente".


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