Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
IMIGRANTES

'Operação Acolhida' beneficia venezuelanos com ações em Manaus

A meta principal é abranger a parcela dos venezuelanos que é 'indocumentada', ou seja, que está em Manaus sem os documentos necessários para regularização



aaaagora_acolhida_663FA7EB-FD3F-42D3-ABF0-9A4C279C79DC.JPG Foto: Márcio Silva
14/09/2019 às 13:15

Uma ação, verdadeiro mutirão da cidadania, acontece até às 17h deste sábado (14) no Uai Shopping, localizado na Alameda Cosme Ferreira, visando oferecer vários serviços para boa parte da população venezuelana refugiada na capital. Denominado de “Operação Acolhida”, o evento é organizado pelo Exército com a participação da Procuradoria Geral da República, Defensoria Pública da União (DPU), ministérios Público do Estado (MP-AM) e Federal (MPF), Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Acnur (Alto Comissariado da ONU para Refugiados) e outros órgãos estaduais e municipais convidados.

A meta principal é abranger a parcela dos venezuelanos que é “indocumentada”, ou seja, que está em Manaus sem os documentos necessários para regularização, mas a ação também visa identificar casos de violência doméstica, abuso e exploração sexual que também serão apurados, bem como encaminhamento a postos de trabalho – outro anseio frequente dos imigrantes. 



A procuradora geral de Justiça do Ministério Público do Estado, Leda Mara Nascimento Albuquerque, comentou  que a ação integrada de várias instituições e órgãos visa “garantir direitos a homens, mulheres e crianças  que vêm de outros países, alguns na situação de refugiados, buscando inclusão social no nosso território e enfrentando problemas de várias ordens”.

“Esse evento é importante para a promoção de cidadania dos venezuelanos, e para que se possa promover serviços como documentação, atendimentos de saúde, vacinação, e nessa edição estamos fazendo um trabalho por parte do Mnistério Público para que haja coleta de depoimentos e orientação dessas pessoas a respeito de direitos humanos como saúde, educação, habitação, ou seja, todas essas questões que sabemos que estão afligindo os venezuelanos e pelas quais a gente tem que trabalhar”, afirmou a defensora pública da União, Michele Corbi, que também está presente na ação   

Esperando pacientemente sua vez em um das cadeiras plásticas da área de atendimento do Uai Shopping, o venezuelano Luiz Espejo é a síntese dos refugiados que estão em Manaus há poucos dias e que buscaram atendimento neste sábado. Aos 21 anos, ele está há 15 dias em Manaus e conta estar alojado em uma área do Viaduto de Flores junto a seu pai, dois tios e um primo que também vieram para a capital amazonense e, busca de dias melhores. Sua esperança é, após estar regularizado, cursar uma faculdade e voltar a trabalhar. “Em Caracas, onde eu morava, era assessor de vendas e trabalhava com alimentos. Quero melhorar de vida e, com o tempo, enviar dinheiro para minha família na Venezuela”, conta ele.

Repórter de A Crítica

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