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Operação 'Centro Seguro 10' fecha loja que comercializava produtos de TV a cabo clandestina

Nesta segunda-feira (22), foram apreendidos 63 aparelhos decodificadores de sinais de TV, três caixas de cabo coaxial, um notebook, oito telas de DVD’s, dois celulares sem notas fiscais 23/12/2014 às 10:25
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Operação foi coordenada pela Polícia Civil e Prefeitura de Manaus
acritica.com* Manaus (AM)

Com o objetivo de inibir os furtos de sinal de TV a cabo no Centro de Manaus, a Polícia Civil do Amazonas deflagrou na manhã desta segunda-feira (22), a operação “Centro Seguro 10”, que resultou no fechamento de uma loja que prestava os serviços de forma clandestina, e na prisão de dois homens envolvidos no esquema criminoso.

A ação foi coordenada pela Titular da 1ª Seccional Sul, Delegada Márcia Araújo, e pelo Titular da Delegacia Especializada em Combate a Furtos de Energia, Água, Gás e Serviços de Telecomunicações (DECFS), Delegado Alfredo Dabella, e contou com o apoio de Policiais Civis lotados nessas unidades policiais, além do auxílio do Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (FERA), Instituto de Criminalística (IC), e técnico da empresa concessionária de serviços NET TV.

O proprietário da loja AZ-Tron, situada na rua Quintino Bocaiúva, no Centro da cidade, Getúlio Araújo de Miranda, 62, e o funcionário dele, o técnico em eletrônica Flávio Lúcio Azevedo Guimarães, 52, foram presos em flagrante.  Durante os trabalhos foram verificados no estabelecimento, a venda de aparelhos decodificadores de sinais de TV a cabo, conhecidos por “chupa-cabra”, a venda mensal do sinal de forma ilícita, receptação e mercadorias sem notas fiscais.

Na loja, foram apreendidos 63 aparelhos decodificadores de sinais de TV, três caixas de cabo coaxial, um notebook, oito telas de DVD’s, dois celulares sem notas fiscais, além de R$ 23.750,00 em dinheiro sem procedência, e ainda vários cadernos com a contabilidade do comércio.


Durante coletiva de imprensa realizada na tarde de hoje, na sede da unidade de polícia Especializada, a Delegada Márcia Araújo informou que as investigações duraram cerca de dois meses, e iniciaram a partir de denúncias anônimas. “Os equipamentos vendidos custavam em média R$ 700, e faziam a atualização desses aparelhos mensalmente por outro valor, ou seja, eles estão alugando algo, no caso o sinal de TV, que não os pertencem. Estamos com a relação de clientes deles, essas pessoas serão chamadas para prestar depoimento, se for comprovado o delito, elas irão responder criminalmente”, ressaltou a Titular da 1ª Seccional Sul. A Delegada disse ainda, que pelas documentações encontradas no lugar, eles já estão atuando há pelo menos três anos com a prática ilícita.

O perito da Polícia Civil Ricardo Gastone destacou como agiam os dois envolvidos no esquema criminoso. “O esquema era relativamente simples, onde a empresa recebia dois sinais clandestinos da Net TV, e utilizava esse sinal para fazer a atualização desses decodificadores irregulares. O usuário que comprava esses aparelhos, utilizava o sinal da TV a cabo de graça, por que o sinal ficava desbloqueado a cada vez que eram realizadas as atualizações”, informou o Perito.

O delegado Alfredo Dabella destacou que as averiguações em torno desse caso. “As investigações irão continuar para identificar as pessoas que contratavam esses serviços, as receptadoras desses serviços, também iremos analisar se esses crimes são praticados em outros pontos da cidade”, argumentou a autoridade policial.

“Com a ajuda do poder público, a NET está engajada no sentido de solucionar esses crimes, com o intuito de que não mais ocorra essa prática, pois um dos maiores vitimados com essas fraudes são os usuários regulares dos serviços”, declarou o representante da NET TV, o advogado Marcelo Semen.

Na sede da DECFS, Getúlio e Flávio Lúcio foram autuados em flagrante nos crimes de contrabando e descaminho (Artigo 334 da Lei nº 13008/14) e estelionato (Artigo 171 do Código Penal Brasileiro). Ao término dos trâmites legais cabíveis, os dois serão encaminhados à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, onde ficarão presos à disposição da Justiça.


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