Publicidade
Manaus
BALANÇO

Operação encontra barras de ferro, facas e rádios no Compaj; 37 detentos ficam feridos

De acordo com secretário Sérgio Fontes, detentos não quiserem obedecer as ordens dos policiais e foram atingidos com balas de borracha. 06/03/2017 às 17:18 - Atualizado em 06/03/2017 às 17:19
Show whatsapp image 2017 03 06 at 11.17.11
Revista começou na manhã de hoje e se estendeu ao longo de todo o dia (Foto: Euzivaldo Queiroz)
acritica.com* Manaus (AM)

A operação de varredura nos presídios do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) resultou na apreensão de 37 celulares, dois rádios-transmissores, 45 barras de ferro, 46 facas, 11 facões e 21 estoques, conforme balanço divulgado pelas Forças Armadas e pelas Forças de Segurança Pública do Estado.  Na operação, 37 presos  ficaram feridos.

O balanço foi apresentado na tarde desta segunda-feira, no Centro Integrado de Comando e Controle. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, houve reação dos policiais porque os presos se recusaram a obedecer às ordens das forças policiais que estavam no local. Segundo Fontes, os ferimentos, em sua maioria, foram por balas de borracha. Integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Amazonas (OAB-AM), relataram ter ouvido explosões e ambulâncias encaminhadas ao Compaj.

"Foi necessário utilização de força proporcional, mas ninguém morreu, não foi utilizado nada letal que pudesse causar danos permanentes a eles", afirmou Sérgio Fontes, ressaltando que a reação deles não pode ser considerada um completa surpresa. "São os mesmos presos que trucidaram, decapitaram e vilipendiaram 56 seres humanos. Eles não estão acostumados com autoridade, então temos que ter muito cuidado com eles. O Estado não pode perder sua autoridade com presos dessa natureza", enfatizou.

Para Sérgio Fontes, mesmo com as ocorrências de materiais ilícitos na cadeia, e de reações como a de hoje, o sistema prisional está sob controle. De acordo com o secretário, a combinação entre corrupção de funcionários e ousadia de familiares é o motivo da entrada de tantos materiais proibidos nas cadeias. "Se eu soubesse como entram (os materiais), não entrava mais.  Mas certamente é a corrupção, certamente é a família dos presos, e nós ainda não temos os instrumentos necessários para fazer com que isso cesse", considerou Fontes, destacando que "a população pode ficar tranquila porque estamos pegando (os materiais)".

A Operação foi conduzidapelas  Forças Estaduais de Segurança e Forças Armadas, com a participação da SSP-AM, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Comando Militar da Amazônia (CMA), Aeronáutica, Samu, Força Nacional, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e Corpo de Bombeiros. Todos os três presídios que fazem parte do Compaj foram alvos da varredura, que até as 16h continuava em andamento. 

*Com informações da repórter Kelly Melo

Publicidade
Publicidade