Segunda-feira, 15 de Julho de 2019
Operação centro

Operação faz "limpeza" em estabelecimentos no centro de Manaus

Hotéis, motéis, pensões e pousadas foram alvo da operação que reunião diversos órgãos públicos e resultou na interdição dos locais, detenção de pessoas e expulsão de estrangeiros



1.png Prédio sem qualquer condição de habitabilidade é lacrado no centro de Manaus
03/08/2013 às 08:20

Hotéis, motéis, pousadas e pensões, em péssimas condições de higiene e que abrigam laboratórios de refino de drogas, no Centro, foram interditados,nessa sexta-feira(02), durante a operação “Centro Seguro”, realizada por 30 órgãos públicos e executada pelas  polícias Civil, Militar e Federal. Dezenove pessoas foram detidas e mais  20 estrangeiros  notificados para sair do País.

O objetivo da operação era o combate o tráfico e o consumo de drogas, prostituição infantil, receptação e comércio de material roubado e furtado na região do central de Manaus. A polícia não informou os nomes das pessoas detidas e que prestaram depoimento após a operação para, segundo ela, não atrapalhar os desdobramentos da investigação.

A delegada titular da seccional Sul, Márcia Araújo, uma das coordenadoras da operação, contou   que durante quatro meses policiais investigaram  os estabelecimentos interditados  e constataram, por meio das câmeras de vigilância do Centro Integrado de Operações de Segurança(Ciops), que o fluxo de usuários de drogas era intenso neles e no entorno. “São estabelecimentos e hotéis que parecem ser para hospedagem, mas na verdade são laboratórios para refino de droga, prostituição infantil e receptação de produtos roubados”, revelou. “As pessoas cometem pequenos furtos aqui no Centro e correm para esses quartos e passam o dia escondidos dentro dos estabelecimentos”, completou Márcia Araújo.

A pousada Rio Negro foi o principal estabelecimento na mira da operação. Ela é pintada em duas cores e parece ser dois prédios diferentes, mas na verdade é de um único proprietário e serve de base para o tráfico. No local foi encontrado equipamentos para o refino da droga. Nas imagens do Ciops é possível perceber a atuação de compra por parte de viciados e a presença dos chamados “ aviões” do tráfico, revendedores das drogas.

A operação ocorreu na rua Quintino Bocaiuva, esquina com a avenida Joaquim Nabuco no Centro de Manaus, e teve como foco 15 hotéis, alguns prédios suspeitos também foram alvo das fiscalizações que contou com a participação de 100 policiais civis e 150 servidores da Prefeitura de Manaus.

Em um mesmo prédio por exemplo, foram encontrados perfumes falsificados e os supostos fabricantes. No quarto ao lado deles morava a família de José Recopa, que trabalha como camelô. Ele mora há dois anos no local com quatro filhos, dois netos e uma nora peruana, que ficaram com as mercadorias e as coisas pessoais na rua. Para essas elas  o prefeito Artur Neto, que acompanhou a operação, levantou a possibilidade de incluí-los no programa para pagamento de  aluguel social.

Um outro problema constatado foi a questão dos estrangeiros irregulares, a Polícia Federal encaminhou 20 pessoas entre peruanos, colombianos e venezuelanos sem documentação ao departamento de imigração, eles foram multados e notificados a deixar o país em oito dias.

Durante o balanço da operação, policiais informaram que a maior dificuldade após a deflagração da mesma foi identificar as pessoas detidas e os estrangeiros.

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