Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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Manaus

'Operação Gaia' prende quadrilha envolvida em venda de terrenos irregulares em Manaus

Deflagrada na manhã desta quarta-feira (24), a operação prendeu onze pessoas entre elas um coronel da Polícia Militar envolvidos em vendas de terrenos irregulares em Manaus


24/04/2013 às 13:25

A Polícia Civil em ação conjunta com a Polícia Militar (PM) deflagraram na manhã desta quarta-feira (24) a “Operação Gaia – Deusa da Terra” com o objetivo de prender pessoas ligadas a venda de terrenos irregulares de invasões em Manaus, documentação falsa, estelionato e crimes contra a administração pública. Ao todo 20 mandados de prisão preventiva foram expedidos e 16 de busca e apreensão foram cumpridos durante toda a manhã. Durante a ação onze pessoas foram presas, entre elas um coronel da PM, apontado como o coordenador da quadrilha.

Durante o trabalho de investigação foi constatado que a quadrilha faturava em média R$ 1 milhão por mês em venda de terrenos ilegais localizadas nos loteamentos do Águas Claras, Parque das Garças e Água Rica na Zona Norte de Manaus. Segundo informações da polícia, a quadrilha apresentava as vítimas um documento falso, autenticado em cartório, de terras adquiridas em invasões e negociavam área de propriedade particular, popular e de área verde. A quadrilha faturava cerca de R$ 80 mil por terreno ilegal chegando a vender outras áreas no valor de até R$10 milhões.

Entre os presos está o coronel da Polícia Militar, Berilo Bernardino de Oliveira, 45. O coronel é apontado pela polícia como o líder da quadrilha. Além dos crimes de estelionato, Berilo irá responder por corrupção passiva, tráfico de influência e formação de quadrilha. De acordo com o delegado titular da Seccional Norte, João Neto, o coronel participava ativamente do bando, facilitando as vendas, utilizando a sua patente militar na influência de pessoas e dava suporte nas desapropriações dos terrenos, que chegavam a ser comercializados mais de três vezes para pessoas diferentes. 

Maria Silma Lima Braga e Jean Cláudio Lima Sombra, suspeitos de agilizar a venda dos terrenos irregulares, também foram presos. Os dois são conhecidos por liderar invasões e vender terrenos nas comunidades. O ex-policial civil Janilton Gomes de Araújo também foi preso pela polícia acusado de facilitar as ações da quadrilha. Veja imagens aqui.

Segundo informações preliminares da polícia Maria Silma vendia os terrenos com documentos falsificados em um escritório de uma imobiliária localizada no bairro Vieralves, local considerado de classe média alta em Manaus. No escritório foram encontrados documentos e carimbos que facilitavam a falsificação. 

Procurado

A polícia informou ainda que Jean Cláudio se passava por juiz federal, já respondia por tráfico internacional e era considerado o estelionatário mais procurado do Amazonas. Ele irá responder também por falsidade ideológica e corrupção. Ele foi preso em um flat do Hotel Tropical Business, localizado no bairro da Ponta Negra, Zona Oeste.

Completa a lista de presos: Alcineide de Oliveira Barbosa, 52, Elias Fernandes Carvalho, 63, Jordan Mota da Silva, 41, Oseias Silva de Carvalho, 55, e as irmãs Priscila e Denise Lima Menezes. A polícia informou que a quadrilha anunciava em classificados de jornais locais a venda dos terrenos e negociava utilizando documentos falsos com a participação de servidores públicos. 

A investigação teve início no ano passado, mas só foi deflagrada nesta quarta-feira após um ano e quatro meses e teve o apoio do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM). Os mandados foram cumpridos nos bairros de Adrianópolis, Parque Dez, Japiim, Mutirão, Ponta Negra e Jampiimlândia. Aproximadamente 80 policiais civis participaram da ação coordenados pelo delegado titular do 27º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Rodrigo Bona, para onde os presos foram encaminhados.

Mais de duzentas vítimas

Segundo Neto, mais de duzentas pessoas foram enganadas pela quadrilha que ostentava riqueza com propriedades em áreas nobres da cidade. A quadrilha atuava na capital amazonense a pelo menos 7 anos. 

Foram apreendidos diversos documentos, computadores de mesa, notebooks, certidões de cartórios e celulares que serão periciados pela polícia. Segundo o delegado geral, Josué Rocha, a investigação deve continuar, pois há indícios de participação de outras pessoas no bando. O processo corre em segredo de justiça e o delegado evitou falar mais sobre o processo criminal para não atrapalhar os desdobramentos da operação que ainda devem ser realizados.

O coronel Berilo Bernadino será encaminhado a um dos Batalhões da Polícia Militar e deve responder procedimentos administrativos e disciplinares na corporação, além do inquérito criminal na área civil. Os outros presos serão encaminhados à cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa.

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