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Manaus
CIRCULAÇÃO EM XEQUE

Prefeitura prepara expulsão em massa de vendedores ambulantes da av. Epaminondas

Carrinhos de frutas, verduras e churrasco nas calçadas e no meio da rua disputam espaço com pedestres e ônibus 27/07/2017 às 21:34 - Atualizado em 28/07/2017 às 00:54
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Pedestres disputam espaços e ônibus passam ‘raspando’ (Fotos: Euzivaldo Queiroz)
Isabelle Valois Manaus (AM)

A Subsecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercados (Subsempab) promete para os próximos dias uma operação para retirar todos os vendedores ambulantes da avenida Epaminondas, no Centro de Manaus. A presença dos ambulantes colabora para uma verdadeira confusão que virou a  região central. São carrinhos de frutas, verduras e churrasco nas calçadas e até no meio da rua disputando um espaço entre os ônibus. O problema se concentra no trecho entre o Colégio Militar e o Colégio Dom Bosco, onde há um terminal de paradas de coletivos.

A dona de casa, Dinete Freitas, moradora do Bairro da Paz, Zona Centro-Oeste, precisa todos os dias ir ao Centro para deixar a filha na escola e depois buscá-la. O caminho mais fácil é descer na Epaminondas; para retornar não é muito diferente. Como todos os dias ela desce e apanha o ônibus de retorno para casa nessas paradas, Dinete afirma passar por sérias dificuldades, pois além de precisar de uma atenção redobrada, por conta da filha pequena, ela ainda precisa lutar brigar pelo pouco espaço que o resta para transitar entre os vendedores, feirantes e até os veículos.

“Nos horários de fluxo a situação é bem complicado. As calçadas estão quebradas, os vendedores ficam entre as calçadas e a pista, têm os ônibus e fora as demais pessoas passando. Tenho medo pela minha filha, que pode cair ou ser atropelada”, disse a dona de casa.

Para a pedagoga Heide da Silva Rocha, 35, a situação fica pior quando as bancas de comida são armadas nas calçadas. Conforme Heide, cadeiras e mesas são postas nas calçadas até mesmo nas ruas. Por conta disso, o espaço para o trânsito do pedestre é totalmente ocupado. “A situação fica pior quando é final de tarde e tem muita gente saindo do trabalho ou indo para as faculdades. Por conta disso, os ônibus ficam em busca de um espaço entre os carrinhos de frutas e verduras para apanhar os passageiros. É uma confusão”, comentou.

A vendedora ambulante Rogidi da Silva, 48, contou que são mais de seis anos que ela e o esposo trabalham com as vendas de frutas e verduras na Epaminondas. Segundo Rogidi, o esposo é vendedor ambulante há 43 anos. Foi com esse trabalho que ele criou os nove filhos. Ela, o esposo e os demais vendedores estão aguardando um espaço para trabalhar em alguma feira, ou local específico prometido pela prefeitura. “Desde que o Artur assumiu a prefeitura, fomos informados que seríamos retirados da rua e colocados em um lugar apropriado para darmos continuidade ao nosso trabalho, mas até agora isso não passou de promessa. Estamos nos mudando para as biqueiras das ruas”, contou a vendedora.

Alternativa não foi proposta

O titular da Subsecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercados (Subsempab), Fábio Albuquerque, informou que a situação da avenida Epaminondas tomou uma proporção que só será resolvida com uma mega operação que deverá ser desencadeada nos próximos dias.

Nesta operação, de acordo com ela,  a secretaria deverá contar com o apoio de outros órgãos  para realizar a retirada dos vendedores ambulantes irregulares da via, que é uma das principais da região do Centro de Manaus. “Não os considero vendedores, mas invasores, pois todos os que estavam nas ruas foram cadastrados e encaixados em algum local previsto pela prefeitura. Esses são recentes e vieram para as ruas por causa da crise pela qual passamos”, disse o secretário Fábio Albuquerque.

O secretário da Subsempab não garantiu um espaço para esses ambulantes e, para não atrapalhar a programação da operação de retirada, não informou prazos ou datas.

Apoio será necessário

A Subsempab deverá realizar uma operação para retirar todos os vendedores ambulantes da avenida Epaminondas, no Centro. Conforme o secretário Fábio Albuquerque, a situação  ganhou uma proporção que será necessária a ajuda de outros órgãos para realizar a retirada dos vendedores.

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