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Manaus
diz MPE

Ação que prendeu ex-secretária encontrou planilha de imóveis de origem ilícita

Segundo o Ministério Público do Estado (MPE), estima-se que R$ 200 mil em espécie foram apreendidos em imóveis. Novas prisões e apreensões não estão descartadas 18/04/2018 às 13:00
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Foto: Winnetou Almeida
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

Uma planilha com mais de 40 imóveis suspeitos de serem adquiridos por meio de origem ilícita foi encontrada durante a operação “Concreto Armado”, deflagrada nesta quarta-feira (18) e que resultou na prisão da ex-secretária de Infraestrutura, Waldívia Alencar, informou o procurador-geral de Justiça, Fábio Monteiro.

Durante a operação, articulada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE) junto com a Polícia Civil, estima-se que R$ 200 mil em espécie foram apreendidos em imóveis residenciais e comerciais.

“Não se faz investigação de maneira isolada. O pontapé inicial veio do Tribunal de Contas do Estado e do próprio Ministério Público de Contas e paralelamente da Receita Federal. A partir disso começamos a reunir essas informações e a cruzar esses dados”, disse Monteiro em coletiva de imprensa. 

Para o procurador geral, o que mais chamou atenção foi a evolução patrimonial da ex-secretária Waldivia Alencar, que na época recebia o remuneração mensal de R$ 12 mil.

“Como pode uma ex-secretária de Estado com rendimento declarado enquanto servidora pública de 12 mil reais, com aumentos referentes aos anos de 2009 a 2015, e menos de 20 mil, poderia ter um acréscimo patrimonial desse montante. Chegamos a essa operação pelo cruzamento de dados e ações que tramitam nos tribunais de contas e órgãos de controle”, avalia.

A ex-secretária de Estado de Infraestrutura (Seinfra), Waldívia Ferreira Alencar, foi presa temporariamente na manhã desta quarta-feira (17) na sua residência, em um condomínio de luxo na Zona Centro-Sul de Manaus. Ela foi encaminhada para o Centro de Detenção Provisória Feminino, localizado no quilômetro 8 da BR-174 (Manaus/Boa Vista), após passar por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com o promotor de justiça e integrante do Gaeco, Igor Starling, as investigações continuam e podem chegar a mais pessoas e na realização de novas apreensões. “A investigação visa demonstrar que esse patrimônio é oriundo de origem ilícita decorrente de crimes e devolver esse patrimônio a sociedade para que seja utilizado como bem público”, explicou.

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