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Operação retira ligações clandestinas no bairro Nova Cidade, na Zona Norte

Manaus Ambiental acaba ligações clandestinas de água que eram feitas com canos por via aérea 03/06/2015 às 09:22
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Funcionários da Manaus Ambiental usaram trator para chegar nos canos usados para levar água em ligação clandestina
acritica.com ---

Após uma blitz realizada pela concessionária Manaus Ambiental, diversas ligações clandestinas foram retiradas na comunidade Raio de Sol, bairro Nova Cidade, Zona Norte, e no bairro Alfredo Nascimento, Zona Leste.

A retirada fez parte de uma operação em conjunto com a Delegacia Especializada em Combate a Furtos de Energia, Água, Gás e Serviços de Telecomunicações (DECFS) e a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Amazonas (Arsam). Na ocasião, funcionários da concessionária precisaram subir em tratores para cortar as ligações clandestinas.

Segundo a Manaus Ambiental, a medida ocorreu para implantar uma extensão da rede regularizada no local. O órgão não soube mensurar o tamanho das ligações que foram cortadas, mas disse que 3 quilômetros de ligações subterrâneas devem abastecer 700 residências a partir da ação. A concessionária afirmou que uma minoria continua com ligação clandestina, onde a ação para regularização deve continuar.

Origem clandestina

De acordo com o diretor de distribuição da concessionária, Arlindo Sales, mais da metade da água usada pelos moradores da cidade tem origem clandestina e isso precisa ser combatido.

“Quase metade desse volume da água é usado indevidamente, com práticas irregulares e ligações clandestinas. Hoje mais de 50% do fornecimento de água não é faturado pela empresa”, informou o diretor de distribuição da concessionária Manaus Ambiental, Arlindo Sales.

Consumo alto

Conforme A CRÍTICA apurou neste ano, na prática, o consumo do manauense é mais alto que o recomendado. Uma família com quatro pessoas, por exemplo, utiliza em média 18 mil litros de água por mês, o que equivale a aproximadamente 159 litros por habitante/dia. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), uma família com quatro pessoas, com mudanças de hábitos nas atividades diárias, deve consumir no máximo 110 litros por pessoa durante o dia.

Os números refletem os mais altos índices de perda de água do Brasil. Dados mais atualizados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) apontam que o Estado comprometeu mais da metade de água que produzida em 2013. Foi a segunda maior perda de distribuição do País, quando 62,7% da produção foi desperdiçada antes mesmo de chegar às torneiras dos consumidores. Só na capital, o desperdício atingiu 47% da produção de água tratada.


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