Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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INVESTIGAÇÕES

‘Ordem para massacre no Compaj partiu de Zé Roberto’, diz delegado que apurou chacina

Inquérito tem 2,6 mil páginas e 210 presos foram indiciados pelo crime de barbárie. Veja imagens do início da rebelião, ocorrida em janeiro


01/09/2017 às 12:18

"A ordem para o massacre partiu do José Roberto, que está preso em presídio federal fora do Estado, em novembro. De lá até o dia da execução, alguns detentos filiados à Família do Norte (FDN) tiveram tempo de planejar e, por fim, colocar em prática todas as ordens determinadas pelo narcotraficante”. A afirmação é do delegado-geral adjunto, Ivo Martins, que foi o presidente da comissão formada para apurar o massacre ocorrido no dia 1º de janeiro deste ano, deixando 56 detentos mortos.

Ao todo o Inquérito Policial (IP) tem 2.600 paginas e detalha toda a ação dos envolvidos na chacina. Ao final, 210 pessoas foram indiciadas por participarem diretamente nas execuções, que foram classificadas como “crime de barbárie”, pelo delegado geral do Amazonas, Frederico Mendes.

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (1º), os policiais divulgaram imagens do circuito interno do complexo, nas quais podem ser observadas o exato momento em que os infratores começaram a rebelião, pelo corredor que dava acesso ao setor denominado “Seguro”, que englobam três celas, sendo uma delas com presos da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que é considerado o maior rival da FDN, outra com presos especiais, composta por presos que não podiam entrar em contato com os demais detentos, e por fim, a cela inclusão, com presos que respondem por estupro e que “feriram” as normas da FDN.

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Os alvos dos executores, segundo a polícia, eram os líderes do PCC, bem como outros integrantes e os presos especiais. Das três celas, duas foram totalmente tomadas. Apenas uma não foi arrombada, ocasião em que as pessoas que faziam parte da rebelião acabaram ateando fogo em colchões com a finalidade de eliminar os presos por meio de asfixia, além de por disparos de arma de fogo.

A rebelião durou 17 horas até ser contida completamente pela polícia. Ao final 56 detentos foram mortos por disparos de arma fogo, esquartejamento, degolação e asfixia. Em alguns casos as vítima tiveram os órgãos retirados. Segundo o delegado Ivo Martins, todos os corpo foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML) e em cinco dias todos foram identificados tecnicamente pelo Departamento de Polícia Técnico Científica.

Sobre os 210 indiciados, a policia não soube precisar quantos estão preso e quantos estão foragidos.

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