Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
MOBILIZAÇÃO

Organizadores de ato pró-Educação em Manaus esperam reunir 15 mil pessoas

Concentração será na Praça da Saudade, a partir das 14h, de onde sairá uma marcha para a Praça do Congresso; atos estão marcados em pelo menos 150 cidades



WhatsApp_Image_2019-05-30_at_11.10.24_EF31288A-9AC7-4EA4-9D20-DA3DF164DB7A.jpeg (Foto: Sandro Pereira)
30/05/2019 às 11:11

Alunos, professores e outras classes vão hoje às ruas para manifestar pela educação. O objetivo é chamar atenção devido aos cortes sofridos pelas universidades federais que põe em risco programas de extensão e até a manutenção das universidades, bem como a posição contrária à reforma da Previdência.

O presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Christopher Rocha, disse que é esperado público de 15 mil pessoas na Praça da Saudade, no Centro de Manaus. No local, universitários farão amostras de trabalhos científicos para a população, a partir das 14h. A previsão é que às 16h saia uma passeata até a Praça do Congresso.



O coordenador da Frente Brasil Popular,Yann Evanovick, explicou que o movimento tem mobilização nacional junto com sindicatos e universidades públicas e privadas. 

“Os movimentos que já aprovaram a paralisação no dia 14 em torno da pauta da Previdência estão mobilizados e será um grande ato, um ato para mais uma vez cobrar do governo o descontingenciamento dos recursos. Na Ufam, a pró-reitora já informou que só há recursos até julho. A partir de julho, não tem mais condição de pagar contas de luz e água e é nesse cenário que as universidades do Brasil foram colocadas”, afirma. 

Em nota, a direção executiva da Central Unica dos Trabalhadores (CUT) convocou a classe trabalhadora a participar das mobilizações em todo o país e já adiantou a convocação para a greve geral no dia 14 de junho. 

"Orientamos os sindicatos a somarem forças com os estudantes e professores na luta pela revogação de cortes e em defesa da educação pública, universal e de qualidade, em todos os níveis. As entidades devem mobilizar suas bases para engrossarem as manifestações do dia 30 de maio, somando à defesa da educação as bandeiras que hoje colocam a classe trabalhadora e setores cada vez mais amplos da sociedade em movimento contra as políticas do governo Bolsonaro", cita trecho da nota. 

De acordo com um levantamento da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da CUT, são cerca de 150 cidades com manifestações marcadas para hoje, que discutem também a reforma previdenciária. No ato do dia 15 de maio, mais de 220 cidades tiveram atos.

A CUT e entidades filiadas, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), aderiram à mobilização do dia 15 e de hoje.

Repórter de A Crítica

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