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Manaus
REUNIÃO

Órgãos pedem apoio da PF e MP para ajudar famílias venezuelanas em Manaus

Em toda a cidade, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semasdh) existem cerca de 120 famílias venezuelas, a maioria em situação de mendicância 13/03/2017 às 12:20
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(Foto: Paulo André Nunes)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

A problemática da existência de crianças indígenas venezuelanas nas ruas de Manaus foi discutida nesta manhã na sede da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc, na rua 2, conjunto Celetramazon, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul) pelo órgão e demais setores relacionados ao assunto.

Em toda a cidade, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semasdh) existem cerca de 120 famílias venezuelas, a maioria em situação de mendicância. Um dos principais focos desses imigrantes é a estação rodoviária da capital (que virou abrigo para essas pessoas), seguida pelo Centro da cidade e o bairro de Educandos, na Zona Sul.

Reunidos em caráter emergencial, uma das ações definidas pelos representantes dos órgãos é acionar o Governo Federal, via Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, e o Ministério Público, para auxiliar na busca por soluções para combater o problema.

À reunião também esteve presente o cônsul da Venezuela no Amazonas, Faustino Torella. A secretária de Justiça e Direitos Humanos, Graça Prola, sugeriu que, que de forma paliativa, as famílias fossem remanejadas para ginásios como o CCA Zezão, no bairro São José, Zona Leste,  recebendo colchões provisórios.

“A prática da mendicância nos chama mais atenção e é preciso resolver isso”, destacou a titular da pasta.

O secretário municipal de assistência social (Semasdh), Elias Emanuel, diz que não há como tirar só as crianças, mas todas as famílias desses locais e que seria necessário intervenção do Governo Federal devido a falta de regularização de venezuelanos. "Vamos provocar uma reunião com o Ministério Publico", disse ele.

Hoje, a partir de 15h, o secretário e assistentes sociais vão visitar a Rodoviária para verificar suspeitas de problemas de saúde entre as famílias lá alojadas.

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