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Manaus
Combustível

Oscilação virou rotina: preço da goslina varia 13,8% nos postos de Manaus

Desde a semana passada, o preço da gasolina é encontrado entre R$ 3,39 e R$ 3,86 nos postos da cidade 12/07/2016 às 10:25
Show gasolina
R$ 3,86 foi o maior valor encontrado na apuração feita pela reportagem em postos de combustíveis da cidade. O aumento foi detectado em unidades de diferentes redes como BR e Atem / Foto: Arquivo AC
Juliana Geraldo Manaus (AM)

O preço do litro da gasolina continua sendo motivo de surpresa para o consumidor, a cada vez em que ele precisa abastecer o tanque do carro. No último final de semana, novamente, o valor variou em alguns postos da cidade, passando de R$ 3,39 em média, para R$ 3,86, uma diferença de 13,8% e quase 50 centavos a mais.

De acordo com consumidores ouvidos pela reportagem na última segunda-feira (11), em diversos postos da capital amazonense esta não é a primeira vez que o preço da bomba é alterado de forma brusca. O sobe e desce tem incomodado os proprietários de veículos da cidade.

“Nós nunca sabemos o que esperar. Abasteci na semana passada e paguei um preço pelo litro. Voltei no sábado, e o valor está 40 centavos mais caro. Fica impossível de a gente se programar. Enquanto em um mês eu pago R$ 490 com combustível, de uma hora para outra esse custo pula para R$ 650. Me sinto lesado”, queixou-se o analista financeiro, Jean Carlos Lima, 36, que abastecia o carro em um posto, no bairro Coroado, na zona Leste de Manaus.

O funcionário público, João Guilherme da Silva, 55, também se disse indignado com a situação. “Eles (proprietários de postos) estão brincado com o consumidor. Mudam o preço sem nenhuma justificativa - aumento de imposto, do preço-base do combustível - fazendo com que o consumidor se sinta impotente. Cadê a fiscalização? Não é possível que não haja nada para regular esses preços”, cobrou.

Gangorra

 A ‘gangorra’ de preços da gasolina tem feito com que os usuários de carros e motos da cidade adotem estratégias diferenciadas para garantir alguma economia. É o caso do técnico de impressão, Túlio Mota, 40. “Eu já me acostumei a sempre estar procurando promoções pela cidade e escolher lugares para abastecer que ainda estão com o preço antigo. Também preciso andar com o ar-condicionado do carro  desligado  pra aumentar o rendimento do carro” , disse.

Gerentes de postos de gasolina - como, Lindolfo Gontijo, de um posto da bandeira BR -, dizem que as alterações são feitas por uma questão mercadológica, com o preço subindo ou descendo, de acordo com o movimento da concorrência.

Mercado comanda variação

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindcam), Luiz Felipe Moura, a variação está dentro da legalidade porque obedece as leis de mercado. “O mercado é livre e não há nenhuma regra que impeça os empresários de alterarem os valores para estimular a livre concorrência”, declarou.

A Agência Nacional de Petróleo (ANP), por meio de assessoria, confirmou que não há exigência de autorização oficial prévia para reajustes de preços dos combustíveis, mas disse que caso sejam identificados fatos que possam configurar infrações contra a ordem econômica, tais como cartéis e preços predatórios, é feito uma comunicação ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE /Ministério da Justiça) para a adoção das medidas cabíveis.

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