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Manaus
Saúde

Fim da campanha de conscientização: Outubro Rosa de muitas superações

Conheça a história da vendedora Sandra Conte, que viveu uma luta diária contra o câncer de mama e hoje mostra como o amor e o apoio da família foram fundamentais para a superação 30/10/2016 às 05:00
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Família foi a base da recuperação de Sandra Conte após retirada de mama (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Em uma vila no Centro de Manaus, onde vivem descendentes de italianos, todo dia é dia de festa e de muita alegria. E sempre foi assim, pelo menos é  o que afirma a vendedora Sandra Conte, que convive há 56 anos nesta família. Ela, contudo, nunca imaginou que um dia poderia passar por uma luta diária contra o câncer de mama e hoje fechará o  Outubro Rosa mostrando como o amor e o apoio da família foram fundamentais para a luta e superação.

O problema começou em 2009, Sandra tinha 49 anos e por não haver casos relacionados com a doença na família, nunca se preocupou com o auto-exame. “Quando resolvia ir ao médico, realizava os exames rotineiros ginecológicos, mas nunca tinha realizado a mamografia”, relatou.

Mas em um  banho diário ela  sentiu pela primeira vez, no seio esquerdo, um pequeno caroço. Ela teve a sensação de como estivesse encontrado um pequeno grão de feijão, bem próximo ao bico do seio. “Quando informei a mamãe ela disse que seria importante procurar um médico e tirar qualquer dúvida. E foi assim que resolvi agendar  pela primeira  a mamografia”, contou.

Após a consulta, Sandra foi encaminhada para um laboratório onde seguiria com os procedimentos de análise do caso. Conforme a vendedora, uma das situações que  ficou  marcada foi a expressão da moça responsável pela  mamografia. “Ela  olhava assustada como se quisesse dizer algo. Tinha um olhar profundo e de desespero, até perguntei se havia algo de errado, mas ela só disse que tinha uma pequena alteração no meu exame e que seria encaminhado diretamente para a médica”, lembrou.

A notícia pior foi dita pelo  oncologista. “Ele olhou meus exames e me disse que tinha um tipo de tumor que se alimentava do próprio hormônio, no qual o meu ovário liberava um tipo de tumor considerado invasivo, um dos piores tratamentos. O médico comentou que o problema todo era o tratamento, seria necessário tirar um quadrante da mama e dar continuidade com rádio e a quimioterapia vermelha e também a branca”, relembrou, acrescentando que na visita à ginecologista o choque foi por ela ter chorado muito com o resultado e estar na companhia da mãe e da irmã da vendedora.

Uma vida depois da cirurgia
Para fazer a cirurgia, a vendedora Sandra Conte precisou passar por mais  exames e  com o resultado deles  o oncologista descobriu que era necessário retirar 100% da mama esquerda. “Assim que o médico me explicou a necessidade, nem me desesperei. Até disse que caso fosse necessário ele poderia retirar até a mama direita”, contou.

Para que tivesse uma boa recuperação e superação de todo o tratamento, Sandra disse que o apoio da família foi fundamental. “Foi a base de tudo, eles nem me deram tempo de pensar em depressão, quando menos esperava tinha algo para fazer, alguém me dando força. E outra, o trabalho da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas foi ótimo, pois sempre havia alguém de lá  me acompanhando, até nos momentos de reação ao tratamento”, conta.

Depois de tudo que ocorreu, hoje Sandra tem uma rotina diferente, sempre realiza  os exames necessários nas datas certas. Ela aproveita a vida, a família e aproveita todo momento que tem, agora até para  namorar muito. “Tive três relacionamentos, e nunca tive problema pelo simples fato de não ter mais uma das mamas. O  importante é ser feliz. Hoje vou aos balneários tranquilamente, coloco o maiô e muitas  vezes nem utilizo a prótese, mas o importante é ser feliz, eu venci”, declarou.

Prevalente em quatro regiões
Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva mostram que, no Brasil, o câncer de mama é a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres. Excluídos os tumores de pele não melanoma, ele  é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, exceto o Norte, onde prevalece o do colo do útero.

 

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