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Paciente com patologia mental reencontra irmãos após 28 anos

A família veio a Manaus e o reencontro foi marcado por muita emoção. Para Maria de Nazaré, irmã do residente, a vida da família ganhou outro sentido 08/02/2016 às 20:18
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O reencontro do paciente com os irmãos, que não via há 28 anos, foi emocionado
acritica.com ---

O Serviço Residencial Terapêutico (SRT) Lar Rosa Blaya, unidade da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), viveu um momento especial nesta semana. Um dos moradores do lar – que antes de ser transferido para o SRT passou 28 anos internado no antigo Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro – reencontrou a família, com quem ficou sem contato por mais de 30 anos.

O secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, informou que a família, que é de Macapá (no Amapá), veio a Manaus e, na última quinta-feira, levou o paciente de volta para casa. Ele deverá ser acompanhado, a partir de agora, pela rede de atenção em saúde mental do seu Estado.

O processo, que está sendo acompanhado pelo Ministério Público Estadual (MPE), mobilizou a equipe multiprofissional do Centro de Atenção Psicossocial Silvério Tundis, unidade que funciona anexa ao Lar Rosa Blaya e faz o acompanhamento dos residentes que vivem no SRT. De acordo com a diretora do CAPS e SRT, Raimunda Pinheiro, no mês passado a unidade recebeu uma ligação de Macapá, de alguém pedindo informações sobre o residente e contando a história da família.

“A pessoa que ligou, se identificando como amigo da família, explicou que há anos os parentes buscavam por informações, sem sucesso. Recentemente, perderam a mãe, que morreu com a tristeza de nunca mais ter visto o filho desaparecido há anos e se sentiram na obrigação de continuar a procura”. Por meio do Sistema de Regulação (Sisreg), localizaram os registros do residente, contou a diretora. “O paciente é capaz de lembrar nomes e confirmou todos. Foram enviadas fotos também. Nesse caso, ele não os reconhece, porque suas lembranças são do tempo em que perdeu o vínculo com a realidade. Ele mesmo, quando se olha no espelho, diz: esse não sou eu não. Eu não tenho o rosto assim cheio de rugas”.

A família veio a Manaus e o reencontro foi marcado por muita emoção. Para Maria de Nazaré, irmã do residente, a vida da família ganhou outro sentido. “É uma emoção muito grande, me faltam palavras. Há muitos anos estávamos procurando por ele e nunca perdemos a esperança de reencontrá-lo.

Patologia mental foi surpresa

Foi uma surpresa para a família reencontrar José com uma patologia mental. “Mesmo ele tendo este problema de saúde, está bem fisicamente, foi bem cuidado”, disse Raimundo Amanajás Rodrigues, 58, irmão do paciente, que veio buscá-lo em Manaus.

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