Sábado, 17 de Agosto de 2019
DEPOIMENTO

Padre nega estupro e diz que tinha relação amorosa com venezuelana que o acusa

Acusado de estuprar uma imigrante, o padre de 60 anos compareceu ao 5º DIP para prestar depoimento nesta segunda-feira (8)



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08/07/2019 às 18:35

O padre de 60 anos acusado de estupro por uma mulher venezuelana compareceu, nesta segunda-feira (8), ao 5º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Santo Antônio, Zona Oeste de Manaus, para prestar depoimento à Polícia Civil. Conforme a versão do padre, ele tinha uma relação amorosa com a mulher que o acusa e, segundo ele, a denúncia de estupro aconteceu porque ele não queria dar dinheiro a ela.

Após a denúncia, a polícia começou a investigação e intimou o padre a comparecer ao 5º DIP para prestar esclarecimentos. Segundo a delegada Déborah Barreiros, titular do 5º DIP, os dois foram ouvidos e cada um deu sua versão dos fatos. O caso continua sendo investigado.

No depoimento, o padre relatou que conheceu a venezuelana em um abrigo que fica localizado na rua José Tadros, bairro Santo Antônio. Como ela veio da Venezuela por conta da crise enfrentada no país, ele a ajudava com dinheiro. Poucos dias depois, eles começaram um relacionamento amoroso e tinham relações sexuais, segundo ele, consentidas pela mulher.

Após um tempo, ele recusou a dar dinheiro para ela. Foi aí que, segundo o depoimento do padre, ela começou a chantageá-lo. Ela dizia que caso ele não desse mais dinheiro a ela, por ele ser padre, ela iria contar que os dois tinham um caso, o que a igreja condena.

Identificada pelas inicias A.H.Y, a imigrante venezuelana, de 29 anos, denunciou à polícia, na última quarta-feira (3), que teria sido estuprada pelo padre nos meses de maio e junho. Ela foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin (câncer no sistema linfático) e contou que o padre prometeu que iria curá-la. A mulher contou ainda que no momento em que o padre ejaculava, ele gritava “Deus te ama”.

Ainda na sexta-feira (5), a Arquidiocese de Manaus suspendeu as atividades do padre. Segundo a assessoria de imprensa da Arquidiocese, isso significa que o Pe. Não pode atuar, temporariamente, no cargo eclesiástico.

Segundo a delegada, foi pedido exame de DNA para comprovar o envolvimento dos dois. Quando comprovado o envolvimento, eles vão ser ouvidos novamente. Nesse meio tempo, os policiais irão ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras de segurança e mensagens que os dois trocaram pelo celular. A investigação deve durar 30 dias.

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