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Pai confessa a delegado ter jogado filho no rio Negro

Josias Alves confessou informalmente ter arremessado bebê de 4 meses no rio Negro, mas voltou atrás e negou isso quando prestou depoimento oficial 25/08/2015 às 09:53
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Josias (de boné) e a ex-esposa, Cleudes, são suspeitos pela morte do filho, Pablo Pietro, de 4 meses de idade
acritica.com Manaus

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O canoeiro Josias de Oliveira Alves, pai do bebê que foi jogado no rio Negro no dia 14 deste mês, confessou ter sido ele quem arremessou a criança nas águas. A confissão foi feita de maneira informal.

Josias afirmou ter jogado o filho no rio durante uma conversa com o delegado Ivo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Entretanto, na hora de prestar depoimento oficial, para compor o inquérito policial, Josias negou tudo.

O bebê Pablo Pietro, de apenas 4 meses de idade, desapareceu durante viagem de canoa feita com o pai, Josias, e a mãe, Cleudes Maria Batista de Moraes, a “Cléo”, 22, na noite da sexta-feira, dia 14. Durante a viagem, Cleudes e Josias brigaram e o pequeno Pietro foi atirado no rio Negro por um deles.

A reportagem da TV A Crítica conversou ontem (24) com o delegado Ivo Martins, que confirmou a confissão “informal” de Josias. “Numa conversa informal ele disse efetivamente que foi ele quem jogou a criança na água, mas sem mudar o restante dos fatos. Mesmo assumindo, a história ainda ficava incompatível”, disse Martins.

Ainda de acordo com o delegado, na hora de prestar o depoimento oficial, Josias voltou atrás e negou tudo. “Quando começamos o depoimento, cerca de uma ou duas horas depois, ele resolveu manter a versão de que a Cleudes que seria responsável por jogar a criança na água”, acrescentou Ivo Martins.

Segundo o delegado, Josias desistiu de confessar a autoria do crime por orientação dos seus advogados. Ainda esta semana a polícia pretende fazer uma acareação entre Josias e Cleudes. Semana passada, o titular da DEHS chegou a tachar de “fantasiosas” as versões prestadas em depoimento pelos dois.

O delegado Ivo Martins não descartou a possibilidade de responsabilizar os dois, pai e mãe, pela morte do menino. "Os dois podem ser responabilizados, se é que homicídio houve. Não podemos precisar que a criança estar morta ou não, mas trabalhamos com a hoopitese de que sim que tenha jiso jogada no rio, mas não temos

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