Sábado, 04 de Julho de 2020
PASSAGENS PELA POLÍCIA

Pai da criança de 2 anos desaparecida em Manaus está preso desde 2018

Ele cumpre pena no Compaj por roubo majorado. A mãe da criança também possui passagem pela polícia. Familiares acreditam que o desaparecimento do menino não tenha a ver com os casos



show_menino_071AF4EB-6870-4B89-BD40-F2ECADE59D17.JPG Foto: Divulgação
10/02/2020 às 19:12

Maria das Dores Neves dias e Elon Lino da Costa Neto, identificados como pais de Erlon Gabriel, 2 anos, criança desaparecida desde a última quinta-feira (6), já possuem passagem pela polícia por crimes distintos.

De acordo com a Secretaria Administração Penitenciária (Seap), no dia 16 de novembro de 2018, Maria das Dores foi presa em flagrante ao tentar adentrar com material ilícito no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) 2, localizado no Km 8 da BR-174. A Seap informou que ela iria visitar um interno na cela cinco, localizada no pavilhão inferior, também de número cinco.



Já Elon Lino da Costa Neto, pai da criança desaparecida, está preso no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) por roubo majorado, conforme consta no site do Tribunal de Justiça. O órgão não informou em qual unidade prisional. Ele está preso há exato um ano meio pelo crime, segundo informou uma familiar do detento que prefere não ser identificada.

“Desde o dia em que ele (Elon) soube do desaparecimento do filho, já foi encaminhado duas vezes para a enfermaria”, declarou. Ao ser questionada se as circunstâncias do desaparecimento de Erlon podem ter ligação com as ações criminosas do pai, a familiar descartou essa possibilidade.

“Nós pensamos também nisso, mas já descartamos essa possibilidade. Até a polícia também já descartou essa chance”, pontuou.

O Ministério Público do Amazonas, por meio do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID) está auxiliando a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) nas investigações.

A DEPCA explicou que o caso está sendo investigado sob sigilo.

Sobre o caso

No último dia 6 de fevereiro, por volta das 10h30, Erlon Gabriel estava trajando uma farda de cor branca e fralda. A mãe do menino, identificada como Maria das Dores Neves Dias, estava na cozinha do imóvel. A criança estava brincando no pátio da casa com o carrinho e em um dado momento a mãe do menino sentiu falta da criança.

A Rua Sete, na comunidade União da Vitória, localizada no bairro Tarumã Açu, Zona Oeste de Manaus, onde está o a residência de Erlon Gabriel, é sem saída. Após notar o desaparecimento do filho, Maria das Dores Dias, foi até o início da rua à procura de informações com vizinhos.

Um menino de 12 anos relatou que um carro preto entrou na rua, no mesmo horário do desaparecimento de Erlon, e subiu em alta velocidade. Desde esse dia não se tem mais informações sobre a localidade da criança.

Conforme uma tia do menino, a família recebe vários trotes indicando possíveis lugares onde ele foi visto. No entanto, nada concreto.

Ato público cancelado

Familiares e amigos do garoto Erlon Gabriel fariam, na tarde desta segunda-feira (10), uma manifestação para cobrar mais agilidade das autoridades públicas nas buscas pelo menino. A ação seria feita na rotatória do Produtor, na Zona Leste de Manaus. 

A reportagem de A CRÍTICA permaneceu no local marcado para a manifestação das 16h (horário marcado) às 19h, no entanto, ninguém compareceu ao ato.

Em contato por telefone com a mãe de Erlon, a reportagem foi informada que ela havia ido verificar, sem sucesso, uma possível localização do menino, e que voltaria ao local da manifestação para conversar com a reportagem. Ao longo da tarde, o telefone celular da mãe de Erlon entrou em caixa postal e não foi mais possível contactá-la.


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