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Pai mata filho de dois anos a vassouradas em Manaus

A criança teve os órgãos estourados ao ser agredido pelo próprio pai, Diego Emanoel de Oliveira, que foi indiciado por homicídio após confessar o crime 12/09/2014 às 10:13
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Nesta quinta-feira (11), Diego esteve no IML e foi acusado pelos familiares. Na DEHS, assumiu o crime
Manaus Hoje ---

Diego Emanoel Pereira de Oliveira, 24, foi indiciado por homicídio pela morte do próprio filho, Carlos Daniel Castro Lopes, de apenas dois anos e onze meses. Ele admitiu, segundo informações da Polícia Civil, que bateu na criança com um cabo de vassoura. Carlos sofreu três paradas cardíacas na madrugada desta quinta-feira (11) e morreu no pronto socorro da Compensa. De acordo com o laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML), a criança sofreu ferimentos no abdomên.

Segundo a tia da criança, Ester Castro Lopes, 24, a criança começou a morar com os pais a mais ou menos um mês e meio e, desde que mudou de casa, começou a aparecer com hematomas.

A tia relatou que desde que o menino nasceu ela cuidou dele porque a irmã, mãe da criança, não tinha condições financeiras de criar o menino. “Para ajudar a minha irmã, eu me prontifiquei a cuidar do meu sobrinho junto com minha mãe, mas há pouco tempo eles quiseram levar o Daniel para a casa deles”, explicou Ester.

CIRURGIA

Ela também contou que ficou surpresa quando soube, na semana passada, que o menino tinha ido parar no hospital, na Compensa. “Ligaram para gente dizendo que ele ia precisar passar por uma cirurgia com urgência porque estava com os órgãos estourados dentro dele. Eu nem acreditei porque o Daniel sempre foi uma criança saudável”, disse.

Ester contou que foi tirar satisfação com o pai do menino e, inicialmente, ele contou que Daniel teria sido agredido por uma outra criança, de cinco anos, mas não disse quem era a criança. “Eu não acreditei, porque uma criança não teria coragem de fazer uma maldade como essa com outra. Não tem cabimento”, afirmou, ainda desesperada com a morte do pequeno. Ela afirmou que já desconfiava do cunhado porque o menino chegou a falar algumas vezes que apanhava do pai.

Nesta quinta, enquanto a família aguardava pela liberação do corpo, o pai, que também estava no local, foi conduzido à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na Zona Leste, onde admitiu o crime.

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