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Pai que jogou filho em rio está jurado de morte na cadeia

Josias foi levado ontem para a Vidal Pessoa e ficou em sala separada porque recebeu ameaças de morte de outros detentos, segundo fonte na Polícia Civil 11/09/2015 às 12:00
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Ontem, Josias saiu assustado da delegacia em direção ao presídio
Fábio Oliveira Manaus

Depois de confessar na terça-feira (8) que jogou o próprio filho no rio, o canoeiro Josias de Oliveira Alves foi encaminhado ontem (10) para a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. Porém, a estadia dele lá não será fácil.

Segundo uma fonte da Polícia Civil, funcionários do presídio já teriam avisado que se ele pisasse na cadeia, outros presos o matariam, pois já estaria jurado de morte. Ontem Josias passou a noite em uma sala separada dos outros presos devido o horário que chegou ao local, depois das 17h.

A prisão temporária de Josias havia sido convertida em preventiva pela juíza Mirza Telma, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Na manhã de hoje, ele deveria ser transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP), que fica localizado na rodovia federal BR 174.

Ontem, quando saiu da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), Josias estava assustado. Ele passou pela porta da frente da DEHS acompanhado dos investigadores Geraldo Filho e Dennys Cardos,  que o conduziram até o presídio.

Mãe livre

Cleudes Batista, a mãe do pequeno Pablo Pietro, de apenas quatro meses, também saiu pela porta da frente da DEHS. Mas desta vez ela saiu em liberdade por meio de alvará de soltura, também expedido por Mirza Telma. À imprensa, ela apenas disse que a justiça havia sido feita.

Ela contou que desde o começo sempre era inocente e que agora está satisfeita com o encerramento do caso, mas ainda triste, pois não irá mais rever o pequeno Pablo. Mesmo em liberdade, Cleudes deverá obedecer algumas medidas cautelares determinadas pela magistrada.

Consta no alvará de soltura dela que a mesma deverá comparecer mensalmente ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) para justificar suas atividades, além de ficar proibido o acesso ou frequência a determinados lugares relacionados ao fato. Ela também não poderá se ausentar da capital e deverá se recolher no período noturno.

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