Terça-feira, 16 de Julho de 2019
MANIFESTAÇÃO

Pais de alunos de colégio da PM protestam a favor de cobrança de taxas na escola

Para eles, o pagamento de R$ 480 para APMC, mesmo em se tratando de colégio público, é importante. Cobranças foram suspensas pela Justiça



WhatsApp_Image_2017-12-17_at_10.20.28.jpeg (Foto: Euzivaldo Queiroz)
17/12/2017 às 11:18

Pais de alunos do Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM) se manifestaram, na manhã deste domingo (17), próximo da Arena Amadeu Teixeira em favor da taxa da Associação de Pais e Mestres do Colégio da Polícia Militar (APMC) no valor de R$ 40 mensais  - ou parcela única de R$ 480.

No último dia 13, uma decisão da juíza Rebeca de Mendonça Lima, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado do Amazonas, suspendeu, em caráter liminar, a cobrança de quaisquer taxas ou valores a título de contribuição para a Associação de Pais e Mestres, sejam eles voluntários ou não, para fins de matrícula, rematrícula, expedição de diploma, aquisição de material ou uniforme escolar.

Mesmo desempregada, Rejane de Oliveira defende a cobrança afirmando que há diferença no ensino por conta do valor investido. "Faz muita diferença porque essa taxa contribui com o valor que é destinado pelo governo. Nas nossas escolas não faltam substitutos na ausência dos professores"

Para Oliveira, a taxa ajuda que os alunos não se tornem delinquentes. "Eu prefiro ir até o juiz para rever essa liminar do que daqui a algum tempo para que veja um habeas corpus para tirar a minha filha da penitenciária. Estou contribuindo para o melhor da minha filha", afirmou.

A analista de processos jurídicos, Luciana Araújo, conta que é um investimento no ensino. "Todo o dinheiro arrecadado retorna para a própria escola. A qualidade é visível. Com a decisão de suspender a taxa o CMPM vai ser sucateado", enfatizou.

Empresário e pai de uma aluna do CMPM 8, da Zona Oeste, diz que a taxa torna a escola independente e com autonomia para resolver possíveis problemas. "A escola não precisa ficar esperando o poder público para fazer algum tipo de manutenção", disse.

Mais manifestação

Amanhã, em frente ao primeiro CMPM, no bairro Petrópolis, será realizada uma nova manifestação a partir das 8 horas. 

Os coordenadores do movimento também planejam, ainda para esta semana, um protesto em frente ao Ministério Público, já que na outra semana começam os recessos

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