Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2020
NAS ESCOLAS

Pais de alunos temem contaminação por caxumba, mas risco é pequeno

Nas escolas de educação infantil a preocupação é ainda maior, por conta da demora em perceber os sintomas da caxumba



CAXUMBA08888.jpg Após os cinco casos registrados em estudantes da Ufam, um aluno de escola particular também foi diagnosticado. Foto: Evandro Seixas
18/05/2017 às 05:00

O registro de cinco casos de caxumba na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e um no Colégio Adventista Paul Bernard, na Zona Leste de Manaus, colocou estudantes e pais de alunos em “estado de alerta”, com medo de um surto da doença. 

O temor é pela contaminação de outros alunos dentro da sala de aula, como aconteceu na Ufam - todos os estudantes diagnosticados com a doença estudavam na mesma sala, no curso de Ciências Sociais.  Nas escolas de educação infantil a preocupação é ainda maior, por conta da demora em perceber os sintomas da caxumba.



O médico infectologista Alexandre dos Santos Souza orienta pais e alunos a redobrarem a atenção aos primeiros sintomas da caxumba, de forma  a evitar a disseminação da doença. Mas a principal forma de proteção, aponta ele, ainda é a vacinação. “É um doença que tem vacina e é a melhor forma de prevenir”.

De acordo com o especialista, a caxumba é uma doença de fácil contagio e transmissão.  Para evitar um surto é necessário adotar algumas medidas, como não ir à escola nem a locais fechados, evitar compartilhar talhares, pratos, copos e até beijar na boca. “O vírus é transmitido pela saliva, então é importante que esses cuidados sejam tomados”, orientou. 

O médico também alertou que as pessoas infectadas só podem retornar à rotina normal após passar o período em que podem transmitir esse vírus. No caso de pessoas que tiveram o contato direto com pessoas infectadas ou com suspeita, é preciso procurar atendimento médico para receber a vacinação. “É o que chamamos de vacinação de bloqueio, uma das  das medidas para evitar surto”. 

Escola confirma
Segundo a coordenadora pedagógica do Colégio Paul Bernard, Iraide Nunes, a mãe do aluno apresentou atestado médico na terça-feira e, se novos casos ocorrerem, a direção da escola vai acionar a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).  “Vamos pedir que eles venham aqui para uma ação de vacinação para evitar um surto”, disse.

A Semsa informou que uma equipe iria até a escola ontem à tarde para averiguar o caso e adotar providências.  Segundo a pasta, por não ser agravo de notificação compulsória, não há registros para realizar um comparativo com número de casos anuais. Segundo a pasta, há várias definições de surto e isso depende do tipo de agravo e as condições em que ocorrem. "No caso de caxumba, a partir de dois casos numa mesma instituição onde há aglomerado de pessoas que convivem diariamente, é recomendado que seja feito a notificação imediata à vigilância para que se adote as medidas de controle em tempo oportuno".

Cinco alunos do Instituto de Filosofia, ciências Humanas e Sociais (IFCHS) da Universidade Federal do Amazonas foram diagnosticadas com a doença.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.