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Manaus
sonho dele é andar

Pais fazem campanha para arrecadar dinheiro e bancar cirurgia do filho

Bryan, 10, nasceu com mielomeningocele e hidrocefalia. Os pais buscam ajuda para custear cirurgia e tratamento na coluna vertebral dele, marcados para janeiro na Tailândia 24/06/2016 às 21:38 - Atualizado em 25/06/2016 às 19:07
Vinicius Leal Manaus (AM)

A dona de casa Dayana Mattos Rodrigues, 27, e o frentista Joseph Ferreira de Souza, 29, começaram em Manaus uma campanha para arrecadar dinheiro e conseguir bancar cirurgia e tratamento – com uso de células-tronco – na coluna vertebral do filho único, Bryan Rodrigues de Souza, de 10 anos, que nasceu com mielomeningocele e hidrocefalia.

A cirurgia e o tratamento são voltados para a mielomeningocele, um tipo de má-formação na coluna vertebral que faz com que a medula espinal se projete na abertura dos ossos, causando paralisação dos movimentos da cintura para baixo e impedindo o funcionamento normal dos órgãos. Desde pequeno, Bryan usa cadeira de rodas e precisa de uma sonda para urinar e defecar.

O procedimento com células-tronco para a mielomeningocele não existe no Brasil, mas é feito na Tailândia, para onde Bryan pretende ir com a mãe. “O Brasil não faz aplicação da célula-tronco. Então eu entrei contato com o hospital na Tailândia e me deram resposta que ele foi aceito. Só que o custo da cirurgia é R$ 100 mil, fora a passagem, hospedagem. Vou passar 22 dias lá e não tenho condições de arcar com essas despesas”, disse a mãe.

A vontade de tratar o filho na Tailândia surgiu após a dona de casa conversar com pais de outras crianças com mielomeningocele, que passaram pelo procedimento no país asiático e tiveram bons resultados. Há cerca de dois meses, Dayana entrou em contato com o Unique Acess Medical, em Bangkok, a capital tailandesa.

“Foi uma indicação. Mandei exames, fotos, ressonância, tudo por e-mail. Tive a resposta do hospital (Unique Acess) na segunda-feira”, disse Dayana. Lá, segundo a mãe, Bryan será consultado e avaliado, fará exames e, depois, a cirurgia, tudo ao custo de R$ 150 mil. “Tenho que conseguir esse dinheiro em seis meses, porque a cirurgia está marcada para janeiro de 2017”, explicou. “Se eu não conseguir esse valor, vou tentar remarcar e esperar uma nova data”.

Chance e riscos

A cirurgia com células-tronco na Tailândia pode proporcionar uma nova vida à Bryan: poderá dar sensibilidade à parte inferior do corpo dele e, assim, dar controle para urinar e defecar e, quem sabe, andar pela primeira vez. “A cirurgia tem a chance de ele voltar a sentir, ter controle de fazer xixi e coco a hora que ele quiser. Hoje eu faço sonda nele cinco vezes ao dia para retirar toda a urina, e ele não precisará fazer sonda e nem usar fralda. E até, com muita fisioterapia, chance dele andar”, disse Dayana.

A cirurgia, segundo a mãe, não é arriscada, porém os médicos brasileiros não indicam. “Eles falam que não é aconselhável porque não é aprovado no Brasil, não tem comprovação científica daqui. Para eles é um risco. Eu estou indo sem saber se vai dar certo, porque vai de organismo de cada criança. É a única chance que a gente tem. É o 1% que vou arriscar, não sei quais os resultados.

Como doar

A campanha para arrecadar dinheiro para cirurgia de Bryan se chama “BRYAN Um Sonho de Caminhar” e tem página no Facebook. Os pais pedem doações em dinheiro para Caixa Econômica Federal, Agência 1300, Conta 77790-6 e Op. 013. “Também vou nessas lojas pela Zona Leste pedir que me apóiem, dando brinde para que eu possa fazer rifa, bingo. Jogo de panela, cesta básica”, disse Dayana. “Também queria muito entrar em contato com os organizadores do Marcha para Jesus, para eles me ajudarem a divulgar”.

Menino Bryan

Bryan mora com a família no bairro Novo Reino 2, Zona Leste de Manaus, é um menino alegre, comunicativo e bem ativo. Ele estuda pela manhã na 4ª série da Escola Municipal Álvaro César, no Tancredo Neves, e às tardes faz fisioterapia e terapia ocupacional no Centro de Reabilitação da Col. Antônio Aleixo e atividades físicas no Programa de Atividades Motoras para Deficientes (Proamde) da Universidade Federal do Amazonas.

Além disso, Bryan participa de grupos de cadeirantes e de corredores com cadeira de rodas em Manaus. Ele também faz acompanhamento médico de seis em seis meses na Policlínica Doutor Antonio Comte Telles, no São José 3, e também de seis em seis meses Centro de Neurorreabilitação SARAH Fortaleza, na capital do Estado do Ceará.

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