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Manaus
CAMPANHA

Pais do AM fazem campanha para custear tratamento da filha com paralisia cerebral

Menina de 5 anos tem paralisia cerebral e depende de doações para continuar o tratamento em Fortaleza 18/01/2017 às 10:51 - Atualizado em 18/01/2017 às 11:23
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(Foto: Antônio Lima)
acritica.com Manaus (AM)

Diane Queiroz da Silva, 32, é uma mãe que não perdeu as esperanças que a filha Giselly Silva de Andrade, 5, dê grandes passos na vida. Diagnosticada com paralisia cerebral, a pequena possui todos os movimentos do corpo, exceto da perna. Há três anos fazendo terapia no Centro de Neurorreabilitação Sarah, em Fortaleza, a família necessita de ajuda para custear o tratamento da menina.

A criança foi beneficiada com o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), uma estratégia das Secretarias de Saúde do Estado e municípios para garantir assistência à Saúde aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), quando há necessidade. “Em Manaus nenhum hospital faz esse tipo de tratamento, esse hospital cuida de pessoas com deficiências fisioterapêutica e nesses três anos de tratamento ela já foi para Fortaleza cinco vezes”, relatou.

A próxima consulta será no dia 25 deste mês e, apesar do Estado custear as passagens de ida e volta do paciente e acompanhante, por ser alta temporada, o complemento oferecido pelo governo para as diárias pode ser insuficiente, segundo Diane. “Eles nos pagam R$ 800, mas não pagam junto com a passagem. Muitas vezes pagam 30 dias depois que voltamos e por isso estamos com dificuldade para fazer essa viagem”. “Neste mês de janeiro tudo está muito caro. A diária do hotel é no mínimo R$ 200. Fora alimentação, que também fica mais caro. Sempre temos que ficar um pouquinho mais, por conta dos exames, arcar com transporte. É difícil, mas não vamos abrir mão do tratamento da minha filha”, completa.

Esperança

Giselly consegue movimentar quase todos os membros, mas ainda tem dificuldades nas pernas e depende de cadeira de rodas. No entanto, segundo diagnósticos dos médicos que fazem o tratamento da pequena, as chances de ela andar são altas, conforme conta a mãe. “Ela não tem nenhum membro atrofiado porque desde criança fizemos o tratamento dela adequadamente. Hoje a fisioterapia intensiva é uma chance de ela conseguir dar os primeiros passos. O pai dela é pedreiro e eu larguei tudo para me dedicar 100% a ela”.

A cada viagem para o tratamento, as esperanças aumentam. “Só quem tem um filho sabe os sacrifício que passamos e dificuldades que enfrentamos para vê-los bem. Nossa maior esperança é de que ela possa andar e não iremos descansar enquanto isso não acontecer”.

A paralisia cerebral é um conjunto de desordens permanentes que afetam os movimentos e postura corporais. Os sintomas ocorrem devido a um distúrbio que acontece durante o desenvolvimento do cérebro, na maioria das vezes antes do nascimento.

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