Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020
ENTREVISTA

'Palavras precisam ser seguidas de gestos', diz Wilson sobre Josué

Governador Wilson Lima afirmou que 'quem fechou o diálogo tem a responsabilidade de estabelecê-lo novamente' e diz que proposta da nova Lei do Gás fica pronta em um mês



WhatsApp_Image_2020-08-10_at_10.35.43_974B7FD2-5D89-469F-ABE8-00A7423D80BD.jpeg (Fotos: Divulgação)
10/08/2020 às 10:54

Em entrevista à rádio Tiradentes, na manhã desta segunda-feira, o governador do Amazonas Wilson Lima afirmou que as portas do executivo sempre estiveram abertas para todos os poderes. A declaração foi feita após a divulgação de um vídeo publicado nas redes sociais pelo presidente da Assembleia Legislativa, Josué Neto (PRTB), direcionado ao governador do estado, dizendo que era hora do poder público em sintonia pelo bem do povo do Amazonas e das famílias.

O governador afirmou que entende a necessidade dos poderes serem independentes mas que estes precisam ser harmônicos. “Sobretudo diante do problema que nós passamos da pandemia. É só observar o meu comportamento durante a pandemia e o comportamento atual. Um comportamento proativo de entender que Amazonas precisa avançar”, disse.



O governador todavia, criticou o comportamento de Josué que segundo ele, não melhora em nada. “Com o trancamento da pauta, muita coisa deixou de ser votada como a pauta da LDO, que estabelece o orçamento para o ano de 2021 e várias outras pautas ficaram trancadas por conta disso”, lembrou.

“Meu comportamento sempre foi o comportamento do diálogo e do entendimento, agora, é preciso que essas palavras do presidente também sejam seguidas de gestos que mostre a disposição dele em entender que o estado do Amazonas é muito maior do que qualquer interesse pessoal”, afirmou. 

Questionado sobre quem daria o braço a torcer nos próximos dias, Wilson disse também que já conversou diversas vezes com Josué anteriormente e que o presidente da Aleam teria o telefone do governador. “Eu estou aqui à disposição, no momento que ele quiser conversar. Nunca houve qualquer indisposição. Quem fechou o diálogo tem a responsabilidade de estabelecer ele novamente”, salientou.

O governador defendeu que solicitou aos seus advogados que fizessem uma análise do pedido de impeachment e que estes afirmaram que no texto não haviam denúncias consistentes. “Estou muito tranquilo e sempre estive muito tranquilo em relação ao impeachment. Foi uma decisão solitária do presidente”, afirmou.

“Ele criou um precedente que ele acabou descumprindo porque no primeiro momento. Ele aceitou o pedido monocraticamente. Todos os interessados nesse processo ou são candidatos ou tem algum interesse à prefeitura. É um processo que está contaminado por questões eleitorais”, disse.

Wilson disse que não sabe se a crise política que o Amazonas enfrenta é resultado do veto para a lei do gás, proposta pelo presidente da Assembleia, mas defendeu que suas decisões são pautadas em questões técnicas. 

“Especificamente sobre a questão da lei do gás, não é iniciativa da Assembleia Legislativa, é iniciativa do Executivo. A própria Constituição Federal diz que para fazer qualquer alteração na Lei do Gás a Assembleia Legislativa e o Executivo tem que ser consultados e em nenhum momento nossos técnicos foram consultados. Eu não sei como essa lei foi construída e ninguém no estado do Amazonas sabe  quem foram os técnicos. Não posso concordar com algo que eu não participei da discussão”, disse.

Lima finalizou afirmando que em um mês as questões referentes ao gás no estado devem estar resolvidas por meio de trabalhos técnicos e da comissão montada pelo governo.

Maria Luiza Dacio
Repórter do Caderno A do Jornal A Crítica

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