Domingo, 21 de Julho de 2019
Lei Maria da Penha

Palestra debate sobre a Lei Maria da Penha e a valorização da autoestima da mulher

Evento foi realizando pela Prefeitura de Manaus em alusão a campanha mundial “16 Dias de Ativismo pela Violência contra a Mulher”



Capturar.JPG O evento também contou com sessões de maquiagem, penteados e cortes de cabelo (Foto: Márcio Silva)
08/12/2016 às 05:00

Qualquer atividade que venha priorizar a importância do respeito à mulher é valida, mas o ideal seria que fossem 365 dias de ativismo, é o que observa representantes de movimentos que defendem o fim da violência contra as mulheres.

Ontem, em alusão a campanha mundial “16 Dias de Ativismo”, a Prefeitura de Manaus realizou a palestra “A Lei Maria da Penha e a Valorização da Auto Estima da Mulher”. O evento aconteceu no Centro de Referência dos Direitos da Mulher (CRDM), bairro Flores, Zona Norte.

Para a representante da Associação de Criolas do Quilombo do Barranco de São Benedito, Socorro Lima, 16 dias não dão conta de três mulheres mortas por dia no Brasil. “Nós temos 57% de assassinatos de mulheres negras e essa estatística é muito séria porque são mulheres adultas, mães, que os companheiros tiram a vida na grande maioria”, afirmou. 

Porém, Socorro salientou que os 16 dias de ativismo, mesmo sendo poucos, são importantes para mostrar que a mulher instruída ou não é um ser humano que têm direitos e deveres que precisam ser respeitados. “Temos muito que avançar, inclusive a própria mulher precisa começar a respeitar-se e acabar com essa síndrome de que ela é responsável pelos erros dos outros porque a impressão que deixa na sociedade é que a culpa é da mulher por ela ser sodomizada, assassinada, e não é”, evidenciou.

A psicóloga Janete Vieira, da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM), foi uma das palestrantes e destacou que toda vez que a mulher se sentir lesada ou violentada tem que procurar a delegacia porque ela tem direitos e tem que ser empoderada. “A Lei Maria da Penha está aí. A gente precisa empoderar e fazer valer essa lei”, apontou.

Janete ressaltou que a Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher funciona em regime de plantão, ou seja, 24h. A qualquer hora que uma mulher chegar ela será atendida. “Nós temos também expediente de 8h às 12h e das 14h às 18h, nesses horários funciona a parte de psicologia. A DECCM fica na rotatória do conjunto Eldorado, no bairro Parque Dez”, salientou.

O subsecretário municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos, Felipe Abrahim, disse que o CRDM é a unidade carro chefe do município para atendimento a mulheres vitimizadas. “Aqui fazemos atendimento jurídico, socioassistencial e procuramos emponderar à mulher para que ela tenha renda com os cursos de qualificação que oferecemos”, afirmou frisando que a rede de assistência a vítimas de violência doméstica conta ainda com os centros de referências da Assistência Social (Cras) e Especializado de Assistência Social (Creas).

Saiba mais
2003 foi o ano que o Brasil fez a adesão à campanha dos “16 Dias de Ativismo pela Violência contra a Mulher”. Neste ano, o tema da campanha “Machismo. Já passou da hora” faz um alerta sobre pequenas atitudes do cotidiano que levam ao desrespeito à mulher. 

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