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Manaus
cadeia, delegacia e cpe

Morar perto de delegacias e quartéis: risco ou segurança para os ‘vizinhos’?

Moradores relatam como é ser vizinho da cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro, e do Comando de Policiamento Especial (CPE), no Dom Pedro. As opiniões são distintas, há receio, perigo e segurança 12/06/2016 às 19:42 - Atualizado em 13/06/2016 às 10:18
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Vizinhos da cadeia pública Raimundo Vidal, no Centro, relatam o desconforto de morar próximo ao local (foto: Evandro Seixas)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Quanto mais perto do quartel, da Polícia Militar mais seguro se sente o morador. Pelo menos acredita o empresário do ramo de cosméticos Celso Belo que há dois anos mora vizinho ao Comando de Policiamento Especial (CPE). Ele acredita não correr grande risco ao morar de frente ao quartel que abriga presos políticos, a Cavalaria, e o Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), no conjunto D, Pedro II, Zona Centro Sul,

Ele disse que não vê nenhum perigo e nem se sente incomodado com o relinchar dos cavalos, já que mora a poucos metros da baia onde ficam os animais. Belo disse que já vive há mais de 2 anos na rua e nunca sentiu medo ou foi incomodado pelo barulho das sirenes das viaturas saindo para as operações.

De acordo com ele, morar perto do quartel dá a ele a sensação de segurança. “Toda hora tem viatura passando e desde que passei a morar aqui nunca soube que alguém foi assaltado aqui”, disse o empresário.

Morar próximo de uma delegacia, ou de um a penitenciária nem sempre é agradável para todos. Vizinhos da centenária cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, na avenida 7 de Setembro, centro não vêem a hora de que a mesma seja desocupada e seja transformada em museu, como é a proposta do governo.

Os mais antigos moradores do Beco Posto Sete, no lado esquerdo da cadeia não guardam lembranças muito boas.  A dona de casa Geovani Oliveira, 47, disse que mora no local há 14 anos e que já viu acontecer fugas e rebeliões. “As vezes a gente estava aqui na frente e de repente aparecia um preso fugindo e a policia atrás com a arma nas mãos”, relatou.

Ela mora com a filha de 12 anos de idade. As duas passam a maior parte do tempo trancado. Ela teme uma invasão por um fugitivo e a ordem que dá para a filha é que tenha cuidado. A dona de casa disse que nos últimos anos, com a diminuição de presos na cadeia as coisas melhoraram, mas inda ouve gritos de presos a noite e o barulho deles batendo nas grades.

O vizinho dela Francisco de Assis, 26, disse que para ele é normal morar ao lado do presídio. Ele não tem medo de nada, muito pelo contrário, se sente seguro porque não há assalto no local e se sente protegido pelos seguranças que ficam nas guaritas, no alto da muralha. “Quando eu era criança e adolescente a ordem da minha mãe era nos recolher e trancar toda a casa quando tinha rebelião”, disse.

Moradora reclama da insegurança

Cecília Pontes, 68, moradora da rua Duarte da Costa, ao lado do Comando de Policiamento Especial (CPE), no D. Pedro, não se sente segura, diz que os assaltos acontecem. “Roubaram o carro aqui da De acordo com ela, há som bomba, sirene de carros que a incomoda, além dos gritos dos policias em treinamento.

Cercada por estabelecimentos comerciais pela frente e pelos lados, movimentação diária da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), na avenida Autaz Mirim, na Zona Leste não incomoda os trabalhadores dos estabelecimentos comerciais vizinhos a unidade policial.

Além de abrigar a delegacia principal, no prédio está também uma unidade do Corpo de Bombeiros, além da Seccional Leste e a DEHS anexo que trabalhar na elucidação de processos que são devolvidos para novas diligências. Para os vizinhos, a movimentação é normal com a entrada e saída de carros, e de pessoas.

BLOG: Fátima Araújo, aposentada

"É maravilhoso morar aqui perto da polícia. Me sinto segura e bem tratada por eles. Quando cheguei para morar aqui, ainda não tinha esse quartel. Depois que eles chegaram me sinto seguro. As viaturas passam por aqui toda hora, temos os telefones deles e a noite o patrulhamento é feito pela cavalaria. Qualquer coisa que venha acontecer comigo é só eu gritar que eles (os policiais) chegam aqui. O que eu não acho bom são esses riscos que fazem um monte de besteira e acabam ficando presos aí. Isso eu acho feio. Não tenho do que reclamar, nunca mais vi gente sendo roubado aqui na rua, até mesmo quando tem Rock na aí na Praça da Rua Plácido de Castro não tem problemas porque os policiais ficam por perto."

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