Quinta-feira, 02 de Abril de 2020
VIDA

Confeiteira se inspira em artes plásticas e produz obras gastronômicas

Entre os diferenciais do trabalho de Roberta Oda, os bolos feitos com a cobertura amanteigada, que ela trabalha utilizando as habilidades artísticas para criações únicas



bolosroberta_6C52BDE1-2944-4815-AE53-03515FB85784.jpg Bolos da linha festiva, com criações inspiradas nas artes plásticas estão entre os mais pedidos. Fotos: Divulgação e Junio Matos
23/02/2020 às 11:05

A confeitaria surgiu de maneira inesperada na vida da amazonense Roberta Oda, 28 anos. Já a arte, essa sempre a acompanhou, desde muito cedo. Como muitas crianças, amava desenhar e brincar com as cores com seus lápis e aquarelas. Quase no fim da faculdade de odontologia, começou a produzir bolos para vender.

As receitas diferentes e a delicadeza das apresentações chamaram a atenção. Formou-se e chegou a exercer a profissão de dentista por dois anos, mas as encomendas de doces só aumentaram e assim ela resolveu trocar as brocas e o espelho pelo fouet e a espátula, fez vários cursos com destaque para o de confeitaria pela École Ferrandi Paris.



Entre os diferenciais do trabalho de Roberta, chamam a atenção os bolos feitos com a buttercream, cobertura preparada à base de manteiga, ovos, açúcar e baunilha, que ela trabalha com esmero e usa todos os seus dotes artísticos para criações únicas. O Bolo A Noite Estrelada, inspirado no famoso quadro do pintor Vincent van Gogh é um dos mais pedidos. A criação fez sucesso nas redes sociais.

Foto: Junio Matos

“Sempre fui ligada à arte de alguma forma...quando era pequena eu desenhava, depois na adolescência fazia bijouterias, maquiagens...Esse do Van Gogh foi uma cliente minha de Itacoatiara que me pediu pela primeira vez e teve muita repercussão nas redes sociais; depois muitas pessoas pediram. Eu me inspiro, claro, no trabalho de alguns artistas e confeiteiros, mas eu tento dar o meu toque, gosto quando me dão a liberdade para criar. Outro que pedem muito é o colorido, simulando as pinceladas soltas, característica do impressionismo , já fiz bastante”, comenta.

Os bolos artísticos e muito coloridos saem toda a semana, de acordo com a chef. Ela produziu quatro linhas de bolos, a Festiva, que inclui os artísticos, a 100% chocolate, a de frutas, que inclui o Bolo de castanha (outro carro-chefe) e os naked cakes.  A produção é completamente artesanal e não utiliza conservantes nem ingredientes artificiais.

“Todo mundo usa chantininho (chantili de leite em pó) como cobertura. Mas isso não se encaixa na minha filosofia de trabalho. Sempre busquei ingredientes naturais, para uma confeitaria mais artesanal. Não uso nada artificial nem leite em pó. Uso doce de leite artesanal, leite condensado, creme de leite e chocolate mesmo. Claro, se o cliente quiser alguma coisa, tipo um doce de cupuaçu, algo que se encaixa com essa nossa proposta e a gente puder atender a gente atende”, enfatiza. 

Trabalhar com confeitaria e arte ao mesmo para ela é extremamente gratificante. “Todos os bolos são prazerosos de fazer, mas quando têm um pé a mais na arte ganham meu coração. Nesse do Van Gogh, por exemplo os girassóis foram colocados no topo para fazer referência a um outro quadro do artista. Fiquei feliz que muitas pessoas perceberam a referência só de olhar. É assim que a gente sabe que a ideia deu certo”.

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Jornalista de A CRÍTICA

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