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Manaus
TRÂNSITO

Multa para pedestres? População denuncia falta de sinalização nas ruas de Manaus

Com nova regra que vai multar quem atravessar fora da faixa, manauaras reclamam da ausência da sinalização em vários pontos da cidade 01/11/2017 às 07:09 - Atualizado em 01/11/2017 às 09:32
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Cruzamento das ruas Nhamundá com Afonso Pena, na Praça 14 de Janeiro, na Zona Sul de Manaus, é um dos trechos onde os pedestres têm que se arriscar na travessia. Foto: Winnetou Almeida
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Pedestres ouvidos ontem pelo Portal A Crítica disseram concordar com a nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada na última quinta-feira, que vai autuar e multar quem atravessar fora da faixa, além de ciclistas que trafegarem fora das áreas permitidas. Mas a inexistência de faixas de pedestres em algumas vias da cidade é motivo de preocupação deles.

Uma das áreas citadas  pelos pedestres fica na avenida Tancredo Neves com Alexandre Magno, no Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-Sul. “Seria uma boa ideia colocar essa faixa para pedestres, pois só há faixas com sentido Nilton Lins ou Jardim Primavera. Fica contramão”, contou o estudante Anderson de Oliveira Rodrigues, 20.

Praça 14 de Janeiro

A rotatória, mais conhecida como “bola”, do cruzamento da rua Nhamundá com Afonso Pena”, na Praça 14 de Janeiro, na Zona Sul, é outra via onde quem transita sugere uma faixa específica para pedestres. A aposentada Nádia Carvalho, 49, mora próximo ao local e disse que os transeuntes sofrem riscos diariamente. “É perigoso para qualquer pessoa, mas principalmente para as crianças, quando elas vêm da escola. Certa vez um veículo caiu dentro da sala casa da minha avó. Outra vez houve um atropelamento com morte”, disse ela.

A aposentada disse que a instalação da faixa beneficiaria também os idosos. Ela comentou que tem conhecimento da lei para pedestres, e disse que tem que ser dessa forma, pois “há pedestres que não respeitam a lei; muitos atravessam na ‘doida’, principalmente onde há passarelas”.

A dona de casa Aline Gomes da Silva, 23, disse que costuma transitar por essa via diariamente. Ontem, ao ser abordada pela reportagem, em companhia da filha Letícia, de 6 anos, ela disse que é complicado atravessar sem faixa de pedestres. “Temos que ter o máximo de atenção. Se houvesse a faixa seria melhor”, disse a mulher.
Ela é favorável à nova regra que vai punir os pedestres. “Essa lei é boa, pois muita gente atravessa fora”, disse.

Na mesma rotatória, o segurança Marcelo Carvalho, 42, além de reclamar da ausência de faixa de pedestres, também criticou a falta de estrutura da via. “Moro nessa área toda a vida e a falta da faixa de pedestres é um problema antigo aqui; nunca houve. Aqui as pessoas andam na contramão, há muitos buracos, a segurança pública é zero, e há várias bocas de fumo”, pontuou o pedestre.

Quem utiliza bicicletas também vai ser multado se trafegar em locais proibidos ou dirigir imprudentemente. “Não há como trafegar com esse trânsito, pois não há ciclofaixas, ciclovias. É perigoso, corremos riscos. E vai ficar pior com essa lei”, disse o vendedor de lanche Róbson Silva, 30.

Prefeitura promete se adequar

O Manaustrans informou para A CRÍTICA  que o Contran estabeleceu um prazo de 180 dias para que as cidades se adequem à nova regra.  Durante esse período, informou o órgão, “o sistema nacional que registra as infrações de trânsito será ajustado para inserir as infrações cometidas por pedestres e ciclistas a um sistema de cobrança (auto de infração) a ser criado”. Após o sistema de cobrança ser definido nacionalmente, o  Manaustrans garantiu que fará as devidas   adequações para  efetuar as  autuações.

Enquanto isso, o Manaustrans afirmou que permanece com as campanhas educativas diárias para orientação dos pedestres e ciclistas, enfatizando o comportamento seguro  também para condutores. O trabalho de sensibilização é realizado em escolas, nas ruas, empresas públicas e privadas.

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