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Para Sinteam, campanha contra violência aos professores deve envolver pais de alunos

O objetivo da proposta é estimular a reflexão sobre a violência física e moral cometida contra professores no exercício de suas atividades nas escolas 31/05/2013 às 08:15
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Segundo Marcus Libório, casos de violência contra o professor estão mais frequentes
acritica.com ---

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) aprova o projeto de lei que determina a implantação de campanhas educativas de prevenção à violência contra professores. No entanto, o presidente da entidade, Marcus Libório, afirma que a medida vai ajudar a minimizar a violência contra os docentes nas escolas, mas não irá coibí-la. O projeto de lei é de autoria do vereador Everaldo Farias (PV).

O objetivo da proposta é estimular a reflexão sobre a violência física e moral cometida contra professores no exercício de suas atividades nas escolas. “Toda ação que venha a beneficiar o professor na questão de sua valorização e segurança é válida. Já fui vítima de violência e sei como é passar por isso. E falar de violência contra professores não é apenas se referir à violência física, mas existe a verbal e também aquela que chamamos de violência material”, disse Libório.

De acordo com o presidente do Sinteam, embora nem todos os casos de violência sejam levados pelos professores que foram vítimas ao sindicato, a entidade disse que tem conhecimento de casos de professores sofreram ameaças ou de que tiveram seus veículos particulares danificados.

Marcus Libório disse que a implantação de campanhas educativas de prevenção à violência contra os professores não vai coibir essa prática, apenas minimizá-la, embora ele seja a favor do projeto de lei. Para o presidente do Sinteam, o problema precisa ser discutido entre a comunidade escolar e os pais dos alunos.

“Os alunos não são apenas responsabilidade da escola, mas também dos pais. Não se pode achar que essa violência é um problema pontual, isto é, apenas do professor. O caso não pode ser tratado como um caso isolado. Porque hoje é um professor, amanhã é outro e depois mais um. Tem que haver também um acompanhamento dos pais. Por isso é preciso aproximá-los da comunidade escolar. E complicado para o professor trabalhar enquanto ele se sente intimidado por alunos”, defende.

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