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Manaus
INVESTIGAÇÃO

Paradeiro de mulher e filhas é um mistério; polícia trabalha com todas as hipóteses

Após sepultar caseiro assassinado, família quer saber onde foram parar Lucenilda Soares da Costa, 39, e as filhas Jamilly Soares da Costa, 3, e Ana Vitória Soares Monteiro, de 11 meses 13/02/2018 às 05:30
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Esposa e filhas pequenas ainda estão desaparecidas desde o dia do crime. Foto: Jander Robson
Fábio Oliveira Manaus (AM)

“Eu tenho que crer e ter fé em Deus até porque eu preciso passar tranquilidade para o meu pai. Eu creio que elas ainda estejam vivas”, foi a declaração desesperadora de Maricelia Soares da Costa, de 35 anos. Ela é irmã de Lucenilda Soares da Costa, 39, e tia de Jamilly Soares da Costa, 3, e Ana Vitória Soares Monteiro, de 11 meses, que desapareceram depois que o caseiro Denilson Monteiro da Silva, 49, foi morto por bandidos.

O crime possivelmente ocorreu na última quinta-feira (8), mas o corpo dele só foi achado na sexta-feira (9), dentro da casa onde morava e trabalhava, em um sítio no quilômetro 83 da BR-174, próximo ao município de Presidente Figueiredo, distante 107 quilômetros em linha reta de Manaus. O caseiro foi morto por espancamento e a esposa e filhas desapareceram. Segundo a diarista, irmã dela, o crime aconteceu 50 dias antes da criança de 11 meses e Denilson fazerem aniversário. “Estávamos organizando a festa dela e tudo isso aconteceu”, lamentou, ontem, em entrevista exclusiva ao Portal A Crítica.

Segundo a irmã, Denilson era muito próximo da filha e a amava muito, tanto que o aniversário dele de 50 anos seria comemorado junto com o da filha de 11 meses. “Ela (criança) faz um ano dia 17 de março e ele dia 20 e faríamos uma festa no sítio para comemorar os dois aniversários”, revelou a diarista.

À reportagem, ela contou que de dentro da casa foram levados uma televisão de 40 polegadas, comida da geladeira e produtos alimentícios do comércio da vítima, que funcionava também no sítio.

“Eles levaram tudo do mercadinho. Só não levaram a outra TV de 60’ porque ela estava na parede”, disse, revelando ainda que há oito meses a família também perdeu um irmão identificado como Lucinaldo Soares, 37, que morreu próximo ao sítio de picada de cobra. “Tenho que ter fé. Eles eram um casal muito feliz. O Denilson era apaixonado por ela e as filhas”.

Polícia não tem pistas

O delegado Valdinei Silva, titular da Delegacia Interativa de Presidente Figueiredo, informou que trabalha com todas as possibilidades, desde latrocínio (roubo seguido de morte) e até mesmo de homicídio.

“Estamos sem novidades, ouvimos alguns familiares dela, mas não souberam informar também onde ela estava. E no momento eu trabalho com todas as possibilidades, de roubo seguido de morte, mas até o momento ainda não temos nada”, disse ele.

Ainda segundo Silva, ontem pela manhã e tarde foram feitas novas buscas e investigações paralelas, mas sem muito avanço. “Desde o dia do crime estamos trabalhando, voltamos hoje (ontem) ao local, mas ainda não há indícios que possam levar a ela e as filhas. Eles eram um casal tranquilo, não tinham histórico de brigas, a família disse que se davam super bem”, contou.

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