Sexta-feira, 07 de Maio de 2021
TRANSTORNO

Paralisação das obras na ponte do Educandos prejudica comércio e moradores

Anunciada pela Prefeitura de Manaus como solução de transtornos, paralisação há cinco meses levanta queixas e reclamações dos comerciantes e moradores



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20/07/2020 às 10:57

Moradores do Educandos, Zona Centro-Sul, reivindicam a retomada das obras realizadas durante a interdição da ponte Antônio Plácido de Souza, que liga o bairro ao Centro de Manaus, anunciada em janeiro deste ano para viabilizar a revitalização da estrutura. Na época, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que a interdição duraria 120 dias. 
 
A assinatura da ordem de serviço na ponte, que não recebia reformas desde sua inauguração há 40 anos, ocorreu em outubro do ano passado. De acordo com os moradores, houve redução no número de funcionários que trabalhavam na obra antes da suspensão temporária dos serviços, há cerca de cinco meses.

A previsão, segundo a Seminf,  é de que os trabalhos sejam retomados neste mês, após a finalização dos trâmites jurídicos necessários.
 
“A princípio, circulou o boato de que a medida foi tomada em razão da pandemia mas, em conversas com os moradores, os funcionários alegaram falta de pagamento”, relata o taxista e líder comunitário Jefferson Monteiro, 42. “Já fizemos manifestações para chamar a atenção da Prefeitura, mas não recebemos resposta”.

“O cliente vê a confusão no acesso ao Educandos e desiste de entrar, principalmente no horário da manhã e ao meio-dia. Minha filha e minha mulher precisam sair mais cedo para estudar e trabalhar por conta desse problema. Hoje demoramos 25 minutos num trecho que, antigamente, percorríamos em cinco minutos”, conta o empresário Carlos Magno, proprietário de um salão de festas. “Meu irmão, que tem uma ferramentaria, também foi prejudicado com o embargo da ponte”.
 
“A data de reinício das obras não foi anunciada, nem estipularam uma multa caso a medida se prolongasse além do período previsto. Também não organizaram o trânsito. Um juiz embargou a obra sem conhecimento da situação e o prefeito descumpriu o prazo de entrega”, acrescenta. “Só fizeram um embuçamento debaixo da ponte. Os cavaletes permanecem lá”, observa Monteiro.
 
80% das obra executada

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), os serviços se encontram com 80% de sua totalidade executados e foram suspensos pela necessidade de alterar a concepção da elevação do tabuleiro do equipamento, fundamental para poder trabalhar o encontro com os apoios que serão implantados na ponte.
 
“Com isso, se fez necessário um ajuste de custos. O documento elaborado pela equipe técnica foi encaminhado à Procuradoria Geral do Município (PGM) para análise jurídica desses argumentos técnicos para poder firmar o aditivo e retomar a obra. Outro motivo que também contribuiu para a paralisação dos trabalhos foi a pandemia da Covid-19, provocada pelo novo coronavírus”, justifica o órgão.
 
Comércio foi prejudicado

O fluxo de veículos na via foi interditado, causando engarrafamentos e lentidão no trânsito de ruas adjacentes. A interrupção também prejudicou o faturamento de empresas e provocou tumultos nas áreas de comércio do bairro e das proximidades.



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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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