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Paralisação de docentes na Ufam continua e aulas não tem previsão de retorno

Os professores da universidade decidiram manter o movimento grevista durante assembleia geral da Associação dos Docentes 18/09/2015 às 11:07
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Professores da Ufam seguiram orientação da Andes, que rejeitou proposta do MEC
Kelly Melo Manaus (AM)

O corpo docente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) reuniu, ontem, para discutir  sobre a contraproposta do Comando Nacional de Greve (CNG) do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), que será apresentada hoje ao governo federal. A contraproposta foi aprovada pela maioria dos professores e enquanto não há negociação, a greve segue sem previsão de término.

Mais de 120 professores participaram da reunião no auditório Samaúma, na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), no setor Sul do Campos Universitário. Entre pontos apresentados na contraproposta do CNG  está a reajuste de 19,7% em dois anos (2016/2017), reestruturação da carreira, para corrigir as distorções salariais  e melhores condições da trabalho.

Para o presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), José Alcimar de Oliveira, o movimento grevista ainda está longe do fim, com a anúncio do governo de  realizar novos cortes na proposta de ajuste fiscal, congelamento do salário dos servidores até agosto de 2016, além da suspensão da realização de concursos no próximo ano.

“Estamos em greve por tempo indeterminado. O movimento continua e vamos enviar um relatório ao Andes sobre o nosso apoio às contrapropostas apresentadas”, disse ele.

Na opinião do professor Tomzé Vale, do Regional Norte do Andes-SN, o anúncio do governo federal reacendeu as discussões e pôs mais gás nos movimentos grevistas. “Não temos motivos para sair da greve e esse é o momento de continuar insistindo para que o governo ceda em alguma coisa, já que temos mais estímulos. Várias marchas estão sendo marcadas pelos país, pois os servidores estão indignados”, destacou ele.

Greve infindável

Ainda segundo o presidente da Adua, o próximo passo é aguardar um posicionamento do CNG, que vai apresentar as prospostas em uma reunião marcada para hoje com a categoria, em Brasília (DF).

“Vamos esperar por esse comunicado, pois a data-limite  para negociação é amanhã (hoje). Nós esperamos um sinal positivo pois flexibilizamos a nossa proposta de reajuste, que inicialmente era 27% em parcela única, e agora pedimos 19,7% em dois anos”, disse José Alcimar.

Caso a categoria siga sem negociação, esta pode ser uma das maiores greve a Ufam. A maior delas foi registrada em 2012, quando os professores cruzaram os braços por 125 dias.

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