Domingo, 21 de Abril de 2019
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GREVE DO ESTADO

Profissionais que atuam nas unidades de saúde da rede estadual ameaçam greve

Funcionários da Susam pedem pelo reajuste salarial, retorno do ticket de alimentação e a implantação da avaliação de contemplação de promoções no Plano de Cargos e Carreira


06/04/2017 às 05:00

Uma greve geral nos serviços estaduais de saúde está sendo prometida para os próximos dias, caso os representantes da categoria e o Governo do Estado não decidam, em um diálogo previsto para hoje, um acordo sobre três pontos inclusos na pauta de reivindicações: reajuste salarial, retorno do ticket de alimentação e a implantação da avaliação de contemplação de promoções no Plano de Cargos e Carreira.

Os trabalhadores da saúde do Estado devem realizar uma manifestação no início da manhã de hoje, em frente à sede do Governo do Estado, localizado na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste. De acordo com uma das idealizadoras do ato, a presidente do Sindicato dos Farmacêuticos, Cecília Motta, o manifesto deve ocorrer tanto na capital como no interior do Estado. “Este será o nosso segundo ato, o primeiro ocorreu em frente à sede da própria Susam (Secretaria Estadual de Saúde) no dia 15 de março. Neste dia, a ideia era conseguir um diálogo com a secretária Mercedes Gomes para buscar uma solução para esse atraso de três anos do nosso reajuste salarial e demais demandas direcionado aos trabalhadores da saúde. Fomos recebidos por terceiros e esses nos garantiram um retorno o mais rápido possível. Como não tivemos esse retorno, o jeito é irmos ao encontro do governador”, explicou.

Conforme Motta, todos os servidores da saúde, desde os médicos até os auxiliares de serviços gerais, estão sem reajuste salarial nos últimos três anos. “Além disso, nos foi retirado o ticket de alimentação e, desde que lançaram os planos de cargos e carreiras, não há nenhum procedimento de contemplação de promoções e ninguém quer dialogar conosco sobre essa situação. O único meio que encontramos para resolver isso é realizar essa pressão tanto na secretaria como também no governador, caso contrário, o único meio que nos sobra será a greve”, reforçou.

Falta até papel higiênico

Além dos três principais pontos a serem discutidos, a presidente revelou a falta de material para o trabalho diários dos profissionais. Ela afirma a falta de materiais de saúde até papel higiênico nos banheiros das unidades de saúde. “Tivemos uma situação que faltou luva para os enfermeiros. Esses trabalhadores precisaram tirar do próprio bolso dinheiro para comprar o material básico do trabalho. O mesmo procedimento ocorre com o papel higiênico. Se não levarmos de casa, não há papel higiênico nos banheiros das unidades. Isso é um absurdo, até os telefones foram retirados”, denunciou.

Unidades do interior deverão aderir

O presidente do Sindicato dos Agentes de Endemias do Amazonas, Loursval Pereira, que também é um dos organizadores da manifestação de hoje, informou que os trabalhadores de saúde das unidades do interior do Estado também irão aderir à manifestação. Conforme ele, ao todo são mais de 22 mil servidores que estão sem receber o reajuste salarial nos últimos três anos. “Estamos em contato direto com esses trabalhadores do interior. Temos a informação que eles também irão aderir à manifestação. Precisamos ser ouvidos e precisamos que o governo busque uma solução para esta situação, não é justo ficarmos sem nosso reajuste”, disse.

A reportagem de A CRÍTICA entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (Susam), por meio de sua assessoria de imprensa, mas não obteve resposta sobre as reivindicações e denúncias feitas pelos trabalhadores até o fechamento desta edição.

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