Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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GREVE

Paralisação total: população de Manaus fica sem ônibus em pleno feriado

No terceiro dia da greve considerada ilegal pela Justiça do Trabalho, rodoviários paralisaram 100% da frota na capital


31/05/2018 às 07:09

Manaus amanheceu sem ônibus para a população nesta quinta-feira (31). Apesar da promessa de que 30% da frota estaria nas ruas neste feriado, os rodoviários mantiveram todos os carros na garagem. 

A informação é do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amazonas (Sinetram) e confirmada por usuários de transporte público da capital. Este é o terceiro dia da greve, considerada ilegal pela Justiça do Trabalho, sem que haja qualquer acordo entre empresas e rodoviários.

De acordo com o Sinetram, nesta quarta-feira, quando 70% da frota estava atendendo os usuários, foram prejudicadas 255 mil pessoas. Na terça-feira mais de 350 mil pessoas foram prejudicadas, totalizando 600 mil pessoas diretamente atingidas pela greve. 

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A diarista Maria da Conceição de Souza, 55, precisou pedir carona ao filho para sair do Manoa, na Zona Norte de Manaus, para o São Jorge, na zona Oeste, onde presta serviços às quintas-feiras. “Fiquei das 5h20 às 5h50 na parada e não passou ônibus nenhum. E no caminho todo até o São Jorge não vi um ônibus sequer”, afirmou ela,  acrescentando que as paradas estavam todas lotadas ao longo do trajeto. 

“Mais uma vez a população foi penalizada com uma greve irregular. O Sinetram confia na justiça e entende que o diálogo envolvendo empregadores, empregados e a Prefeitura, é o melhor caminho para o enfrentamento da questão, de forma a preservar o interesse público. Desde que se respeite a ordem judicial e o direito de ir e vir da população, estaremos abertos ao diálogo, pois a população não merece isso”, explica o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges.

Impasse

Rodoviários, empresários e Prefeitura de Manaus chegaram a fazer duas reuniões, mas sem acordo. Os trabalhadores cobram um reajuste de 6,5% de imediato, para cumprir as datas-bases de 2017 e 2018,  enquanto o Sinetram só quer pagar a partir de julho e agosto. O prefeito Arthur Neto, que já havia dito que só sentaria para conversar com as partes se fosse para selar um acordo, mostrou não ter força para costurar a solução de um problema que afeta moradores de todas as áreas de Manaus. Ele afirmou, após mais uma reunião sem sucesso, que acionaria, na Justiça, os dois sindicatos, pedindo multas “severas”. 

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