Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
SEGURANÇA PÚBLICA

Parentes de presos fazem barricada e cobram informações após rebelião no Compaj

Familiares dos internos chegaram a passar mal. Número total de mortos ainda não foi divulgado pela Secretaria de Segurança Pública



compaj_FF80091E-9F60-40F7-8509-6C3232AC2C15.JPG Foto: Nilton Ricardo
26/05/2019 às 15:10

A falta de informações gerou muita apreensão e ansiedade nos familiares dos internos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).  Concentrados no portão de entrada da unidade, no quilômetro 8 da BR-174, eles formaram barricadas com pedaços de árvores, garrafas PET e atearam fogo. A rebelião iniciou neste domingo (26) e foi controlada por volta das 13h.

Um grupo de mulheres tentou impedir a entrada de uma viatura da Polícia Militar, mas foi afastada do local. Parentes dos detentos chegaram a passar mal e, aos prantos, falavam até que o número total de mortos seria 20. “Meu Deus, já são 20 vítimas até agora”, disse uma das familiares. Número ainda não foi divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). 



A aposentada Izelina Lima Pereira, 67, disse ter um filho e um neto no presídio. Orando e pedindo aos céus que nada de ruim acontecesse com eles, a idosa chorou muito. “Só Deus mesmo pra nós ajudar”, disse. Ela também classificou a comida do Compaj como “nojenta e da qual os presos passam mal”. “Não é só porque estão pagando por um crime que tem devem ser maltratados”, declarou ela.

Outra familiar comentou que o mesmo problema acontece no Instituto Prisional Antônio Trindade (Ipat), também no KM da BR-174, só que com mais atenuantes.

Os mortos no Compaj seriam do Pavilhão 5 e seriam ligados à facção criminosa Família do Norte (FDN). A SSP-AM não divulgou ainda o número total de mortos, mas, horas antes, o titular da pasta, coronel Louismar Bonates, confirmou ao menos duas mortes.

Repórter de A Crítica

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