Publicidade
Manaus
Manaus

Parque do Mindu na ‘UTI’

Lixo, trilhas fechadas, poluição no igarapé e animais sofrendo, eis um retrato do primeiro parque ecológico de Manaus 21/07/2013 às 16:27
Show 1
Resumo do que acontece no Parque Municipal do Mindu nos dias atuais: jacaré toma sol em cima de um colchão velho jogado nas águas da bacia do igarapé
mariana lima Manaus (AM)

Trilhas abandonadas, placas de identificação quebradas e lixo espalhado por todo o igarapé. A cena comum em locais abandonados das cidades é vista diariamente por turistas que buscam o contato com a natureza no Parque Municipal do Mindu, localizado no bairro do Parque 10, Zona Centro-Sul.

Criado há 20 anos durante a primeira gestão de Artur Neto (PSDB) como prefeito de Manaus, o lado “mais turístico” do parque apresenta um estado de abandono. Os animais silvestres que circulam pelo local e se tornam a principal atração dos turistas convivem lado-a-lado com as montanhas de lixo.

Atualmente o Mindu possui 12 trilhas, sendo cinco delas desativadas e sem a mínima condição para o uso. As pontes de madeira inativas estão quebradas e postas em locais sem identificação e iluminação adequada.

Durante todo o trajeto, é possível observar placas de identificação com o nome das árvores, deterioradas, quebradas e jogadas entre as plantas. As placas são facilmente confundidas com o lixo jogado nas trilhas próximos às lixeiras disponibilizadas no parque.

O passeio dentro do Mindu só é possível com o auxílio de um guia turístico. No entanto, hoje existem apenas três funcionários atuando em todo o parque. Pontes que dão acesso a locais próximos a animais perigosos como jacarés, não apresentam identificação do risco. E quem procura por indicações de setas ou orientações com a direção das atrações existentes, também não encontra.

O igarapé, que serve de habitat para quelônios e jacarés, está entupido com resíduos dos mais variados tipos. No local podem ser vistos brinquedos, aparelhos eletrônicos, produtos de higiene pessoal, restos de alimentos e objetos plásticos convivendo normalmente com jacarés, peixes e quelônios.

Planos

Diretor do parque há cinco meses, o ambientalista José Feitoza afirma que conseguiu R$ 2 milhões em verbas para resolver as questões pontuais do local. “Quando cheguei aqui a situação era bem crítica e de abandono mesmo. Nesses meses, fizemos o levantamento de todos os problemas, que não são poucos, e conversamos com a secretária (de Meio Ambiente, Katia Schweickardt) na tentativa de resolvê-los. Temos a verba e fizemos o requerimento de muitas coisas pontuais que vão melhorar bastante as condições do Parque do Mindu”, disse.

Entre as medidas emergências estão a restauração das pontes e trilhas fechadas, a colocação de placas de identificação e de mapas de localização em partes estratégicas. “Vamos colocar tudo isso em prática até o fim do ano. A nossa meta é melhorar a cara e a estrutura do parque”, afirmou o gestor.

Publicidade
Publicidade