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Manaus
PARQUE DAS LARANJEIRAS

Parqueamento do Manaustrans vira celeiro de doenças causadas pelo Aedes aegypti

Segundo vizinhos do terreno, há dois anos o número de casos de dengue e chikungunya tem aumentado 06/05/2017 às 05:00
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Ao longo do último ano, nove pessoas de uma mesma família tiveram dengue e chikungunya. Foto: Euzivaldo Queiroz
Alik Menezes Manaus (AM)

Há dois anos, o parqueamento do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manustrans), localizado na rua Visconde de Sinimbu, no Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul de Manaus, vem tirando o sono de moradores da área. Nesse período, muitas pessoas adoeceram de dengue e chikungunya e atribuem isso aos veículos e carcaças que ficam no pátio do órgão municipal. 

Os moradores contaram que os casos de doenças transmitidas pelo aedes aegyoti aumentaram logo após a sede do parqueamento ser transferida para o bairro. “Antes tinha casos sim, mas nos últimos dois anos ficou absurdo”, afirmou uma dona de casa de 37 anos, que mora na rua Visconde de Caité atrás do pátio do Manaustrans. 

Segundo a dona de casa, ao longo do último ano, nove pessoas da família dela tiveram dengue e chikungunya, sendo que cinco são crianças com menos de 5 anos de idade. “Eu e mais três irmãs tivemos chikungunya e as crianças tiveram dengue. Foi um desespero porque antes não era assim aqui”, disse. 

De acordo com os moradores, a preocupação aumenta porque eles acreditam que não há ações de combate ao mosquito. “Os agentes passam aqui e entram nos quintais das casas para colocar remédio e orientar as pessoas. Só que lá (no parqueamento) a gente nunca viu nenhum entrar. Há dois meses estava bem pior, o matagal estava imenso”, contou. 

Outro morador, que também pediu para não ser identificado, disse que no fim da tarde é possível ver os mosquitos saindo do terreno do pátio. “Não tem condições de ficar na frente de casa conversando com os vizinhos ou até mesmo levar as crianças para passear. Esses mosquitos têm todas características do aedes, a gente tem certeza que é”, contou o comerciante, que teve dengue recentemente.

Para conseguir sair mais tranquilo com os filhos, o comerciante contou que todos os dias passa repelente nas crianças. “É uma forma de ficar mais segura e não ficar prisioneiro dentro de casa. Apesar do medo, a gente precisa sair para passear com elas e o fim da tarde é o único momento que podemos”, disse. 

O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização (Manaustrans) informou que o parqueamento é submetido à visitação regular dos agentes de combate à dengue, que fazem vistoria ‘no mínimo trimestral’. O órgão comunicou que a empresa Pátio Vip presta serviço de remoção de veículos para a prefeitura de Manaus e ‘cuida do local’. “Eles permanecem fechados, imunes à entrada de água, sendo impossível seu acumulo”. 

Na quinta-feira (5), A Crítica noticiou o cenário de abandono do Parqueamento do Manaustrans localizado no Bairro da Paz, na Zona Centro-Oeste, que parou de receber veículos há dois anos quando o parqueamento da rua Visconde de Sinimbu, no Parque das Laranjeiras, começou a receber os carros, e o medo dos moradores da área. Eles temem que o local sirva de esconderijo para criminosos e também para reprodução do mosquito Aedes aegypti. 

Apesar das denúncias, o Manaustrans informou que o local não está abandonado e que, semanalmente, uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde (Susam) vai até o parqueamento para aplicar larvicida.


 

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