Terça-feira, 18 de Junho de 2019
Manaus

Parquinhos e playgrounds da capital são esquecidos pelos órgãos públicos

Os quatro parquinhos públicos construídos pelo Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), do Governo, ao longo da rua H, no bairro Alvorada 1, Zona Centro-Oeste, estão destruídos



1.jpg No Prosamim da Sapolândia, destruído, playground provocou acidentes
14/09/2013 às 15:34

Órgãos públicos da prefeitura e do Estado não se responsabilizam pela manutenção de parquinhos e playgrounds de Manaus que estão quebrados oferecendo riscos às crianças.

Os quatro parquinhos públicos construídos pelo Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), do Governo, ao longo da rua H, no bairro Alvorada 1, Zona Centro-Oeste, estão destruídos.

No local, é possível observar que os balanços estão enferrujados e quebrados, as casinhas dos escorregadores, sem telhas, as escadas sem degraus, enquanto a tela de cordas para escalada está rasgada.

Luciana Santos, moradora do bairro há 33 anos, afirma que quando o parquinho foi entregue servia para o lazer de muitas famílias que levavam seus filhos para brincar no playground. “Eu mesma trazia meus três filhos todas as tardes para brincar, mas começaram a acontecer alguns acidentes e muitos pais deixaram de trazer os filhos”, conta Luciana.

A comerciante Valda Matos, 48, fala que há pelo menos um ano e meio o parquinho está abandonado. “Não vem ninguém aqui fazer uma reforma ou pelo menos interditar esses brinquedos que podem causar acidentes graves”, alertou.

Academia

No final do mês de agosto foi inaugurada uma academia ao ar livre com 212,65 m² de área construída, com recursos do Governo do Estado e dotações da deputada federal Rebecca Garcia. A academia ao ar livre tem sido a válvula de escape para as crianças do bairro se divertir, conta Luciana. “Elas vêm brincar nesses equipamentos, que não são apropriados para brincadeiras e sim para o condicionamento físico. É um risco que as crianças correm”, alertou Luciana.

Não se sabe a quem apelar

Em outras áreas da cidade onde foram construídos esses parquinhos, a situação é semelhante. No conjunto Eldorado, Parque 10, Zona Centro-Sul, o playground construído na praça do Caranguejo não pertence ao Prosamim nem à Secretaria Municipal de Esportes e muito menos ao Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb). Os moradores dizem que não sabem a quem pedir providências

Na avenida do Samba, bem ao lado do Sambódromo, local de grande visitação pública, o cenário de destruição é visível. São barras de ferro enferrujadas, pistas de skates com ferragens expostas, oferecendo risco aos que passam por lá.

Nesse caso, a população também não sabe a quem recorrer para solicitar manutenção.

Brincadeira do empurra empurra

A coordenação do Prosamim informou que desde 2007 tenta repassar os parques que construiu para a administração municipal e que assinou convênios com a prefeitura através da antiga Manaustur, hoje Manascult, para a qual já repassou R$ 229.677,22 para que o Município os administrasse.

O Programa se comprometeu, inclusive, a fazer os reparos necessários dos equipamentos depredados, antes mesmo da entrega dos espaços públicos.

A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) não se responsabilizaram. A Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult) informou que cuida apenas do Parque dos Bilhares e da Lagoa do Japiim. As secretarias Municipal de Esportes e a de Estado da Juventude, Desporto e Lazer disseram que são responsáveis pelas áreas de desporto e atividades desenvolvidas.


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