Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020
LEMBRANÇA

Partida de futebol homenageia soldado morto em quartel

Jhonatha atuava em time amador de futebol e partida foi homenagem e também protesto pedindo justiça nas apurações



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09/08/2020 às 11:57

Cerca de 40 pessoas, entre jogadores e torcedores, se reuniram em uma partida de futebol realizada em homenagem ao soldado do Efetivo Variável Jhonatha Correa Pantoja, 18, morto com um tiro dentro do 7º Batalhão de Polícia do Exército, localizado na Avenida São Jorge. A ação, ocorrida no Campo da Cophasa, situado no bairro Nova Esperança, na Zona Oeste de Manaus, na noite deste sábado (8), também foi um ato de protesto contra a suspeita de suicídio, que foi informada à família da vítima, segundo parentes.

A manifestação ocorreu às 19h. No total, 120 pessoas estiveram presentes no local. Segundo o funcionário público Fábio Cássio de Araújo, 35, o intuito do ato foi pedir Justiça e transparência às autoridades públicas, com relação à morte do soldado. “Nós não acreditamos na versão segundo a qual o Jhonatha se suicidou. Um dia antes do ocorrido a gente estava conversando. Cheio de planos, ele falou em juntar dinheiro para comprar uma moto e fazer faculdade. Ele tinha vários sonhos, principalmente pra orgulhar a mãe dele”, disse.



Jhonatha ingresou no time amador “Amigos do Paulinho”, do bairro Alvorada 3, como goleiro, após convite de dois amigos que trabalhavam com o soldado no quartel. “Além de ser militar, ele gostava muito de praticar esporte, futebol especificamente”, contou Fábio. 

O funcionário público afirmou, ainda, que Jhonatha era calmo e uma pessoa de poucas palavras, porém sorridente. “Ele era na dele, mas falava com todo mundo. O assunto do qual ele mais falava era da família. Muitos parentes moram em Borba”. 

Inquérito Policial Militar 

O Comando Militar da Amazônia (CMA) informou, por meio de nota, neste sábado (8), que todas as circunstâncias envolvendo o fato estão sendo apuradas por intermédio de um Inquérito Policial Militar (IPM), que tem prazo de solução de 40 dias. O IPM está sendo acompanhado pelo Ministério Público Militar (MPM). 

Familiares disseram à equipe de reportagem, em manifestação realizada na manhã de sábado (8), em frente ao 7º BPE, que o celular de Jhonatha ainda não havia sido devolvido à família. Segundo o CMA, o “celular do soldado será periciado por órgão policial competente externo ao Exército. Por este motivo, está lacrado no Pelotão de Investigação Criminal do 7º BPE”. A instituição afirmou, também, que os demais pertences foram inventariados e entregues aos familiares no mesmo dia da morte de Jhonatha, que ocorreu na madrugada do dia 3 deste mês. 

Ainda conforme o CMA, cabe à Polícia Civil do Amazonas informar ou divulgar o laudo do Instituto Médico Legal (IML). “O 7º BPE tomou todas as providências no sentido de avisar e acompanhar à família do soldado de forma responsável, utilizando, para isso, a presença de uma psicóloga e de uma assistente social”, informou o Exército.


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