Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020
PARALISAÇÃO

Passageiros lotam paradas à espera de ônibus em nova paralisação dos rodoviários

Usuários do transporte público reclamaram que foram surpreendidos com a parada do serviço e pediram resposta dos empresários e da Prefeitura de Manaus



3478fda5-959c-4709-b377-beda8adfed24.jpg Foto: Euzivaldo Queiroz
28/02/2018 às 12:18

Usuários do transporte público em Manaus foram prejudicados na manhã desta quarta-feira (28) com uma nova paralisação dos rodoviários, desta vez na avenida Constantino Nery, no trecho do Terminal de Ônibus 1. Passageiros precisaram desembarcar dos coletivos e seguirem a pé aos destinos. Outros lotaram as paradas do Centro da cidade à espera dos coletivos.

A dona de casa Zuleide Amaral, de 35 anos, foi uma das usuárias do transporte surpreendidas com a paralisação. "É um absurdo. Estou atrasada para um compromisso. A gente nem sabe os motivos dessa nova greve, mas com certeza no final vai vir um belo aumento de passagem", opinou.




Foto: Euzivaldo Queiroz

O técnico em enfermagem Camilo da Silva, 23, disse que vai chegar atrasado no trabalho e culpa os empresários e a Prefeitura de Manaus. "Quem sempre paga o pato é a população. Cadê o prefeito que não dá uma basta nisso? Ele deveria banir essas empresas que só prejudicam a população. Os trabalhadores estão certos com a revolta, mas a gente não pode ser punido com isso", destacou.

Segundo os rodoviários, a paralisação é motivada pelo não pagamento do reajuste salarial de 10% à categoria, prometido há dois anos, segundo eles. De acordo com os trabalhadores, a intenção é reivindicar o aumento dos salários e chamar a atenção da Prefeitura de Manaus e do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário (Sinetram).

Audiência no TRT

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário (STTRM), Givancir Oliveira, a decisão de paralisar aconteceu após um pedido de vista de uma desembargadora durante uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para definir o dissídio coletivo. “Hoje foi realizada uma audiência no TRT sobre o dissídio coletivo, mas a desembargadora Solange Santiago pediu vista do processo. Os trabalhadores ficaram revoltados com isso”, afirmou o sindicalista.

*Colaborou Alik Menezes e Amanda Guimarães


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