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Passeio do Mindu é invadido

A falta de sinalização ao longo de todo o Passeio, bem como a melhoria na iluminação local, são também alguns problemas apontados 15/02/2013 às 09:05
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Nem mesmo o nome do local aparece na estrutura erguida em uma das entradas do Passeio
Síntia Maciel e Nelson Brilhante Manaus

O Passeio do Mindu, área revitalizada para ser um espaço de realização de exercícios físicos a céu aberto e também de lazer, em uma extensão de aproximadamente dois quilômetros do igarapé do Mindu, localizado no final da Avenida Umberto Calderaro (antiga Paraíba), no bairro Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-Sul, encontra-se abandonado e ocupado indevidamente.

Em alguns trechos é possível ver pedaços de barras de ferro retorcidas – antes utilizadas para exercícios -, jogadas pelo chão, bem como antigos suportes para bicicletas. Há trechos que os equipamentos simplesmente desapareceram.

Os brinquedos que integram o parque de diversões precisam de manutenção, bem como as duas quadras de esportes, cujas grades, devido à ação dos ventos, estão comprometidas e ameaçando cair, além de acumularem lixo no interior.

Apesar de uma recente limpeza no local, bem como podas de árvores realizadas pelas Secretarias Municipais de Limpeza Urbana (Semulsp) e Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), o lugar não dispõe de lixeiras. Em alguns pontos há apenas antigos suportes. 

“Houve um avanço na área pública de forma irregular e injusta. Acabaram com uma academia ao ar livre e com vários espaços verdes, para acomodar vagas de estacionamento, o que é um absurdo”, declara o jornalista Jefferson Coronel, morador de um dos condomínios da área.

Segundo ele, a falta de manutenção do espaço, pelo poder público contribuiu para que ocorresse a depredação dos equipamentos, bem como o avanço das vagas de estacionamento para os visitantes. 

A falta de sinalização ao longo de todo o Passeio, bem como a melhoria na iluminação local, são também alguns problemas apontados por outra moradora da área, a enfermeira Mariana Salles, 32.

Segundo ela, apesar de haver uma ciclofaixa ao longo do Passeio, a mesma é mal iluminada, o que compromete o uso. Ela também reclama de um bueiro sem tampa, no trecho cuja a entrada se dá pela avenida Mario Ypiranga Monteiro.

Usuários reclamam da invasão
Correr no Passeio do Mindu, em vez de redundância, pode ser definido como uma prática fadada à extinção. O espaço destinado à prática de esportes, entre as avenidas Umberto Calderaro e Mário Ypiranga Monteiro, está sendo tomado por estacionamentos demarcados por construtoras para atender moradores de condomínios de classe média alta.

Até uma academia a céu aberto, onde dezenas de pessoas faziam musculação todos os dias, foi destruída. Para os frequentadores, a invasão do interesse privado numa área construída com dinheiro público, além de ilegal, é grosseira e destemida. Bem próximo ao que hoje é uma garagem com dez vagas, ainda podem ser vistas as estruturas da academia destruídas, enferrujadas e jogadas sobre um gramado.

No trecho entre as duas avenidas restaram apenas uma estreita pista que hoje é dividida por ciclistas e corredores, um parquinho infantil, uma pista de skate e uma quadra de esportes cuja grade de proteção está desabando. Adepto do skate, João Vieira, 15, está com medo de perder o espaço, afinal ele vem todos os dias do conjunto Aristocrático, bairro Chapada, na Zona Centro-Sul.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).

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