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Pastoral reconhece ‘gafe’

Coordenador da Pastoral da Juventude disse que não tem levantamento sobre mortes no Amazonas e que dados são de entrevista de delegado 14/02/2013 às 20:56
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Na quarta-feira, aproximadamente mil pessoas foram às ruas carregando cruzes que simbolizavam os jovens mortos no Amazonas
Florêncio Mesquita ---

O coordenador da Pastoral da Juventude (PJ) da Arquidiocese de Manaus, Edney Santos Mendonça, 33, esclareceu nesta quinta-feira(14) que a pastoral não tem e não faz o levantamento do número de jovens vítimas de homicídio no Estado. Ele disse que a pastoral tem como fonte de dados órgãos oficiais da segurança pública do Amazonas. Edney divulgou, na quarta-feira(13), que mil pessoas de 18 a 39 anos foram mortas em Manaus e no interior, em 2011.

Nessa quinta-feira, ele retificou que os dados foram obtidos em uma entrevista, dada em janeiro de 2013, por representantes da Polícia Civil do Amazonas, a uma emissora de televisão local. A partir da divulgação, o porcentual foi adotado pela coordenação da Campanha da Fraternidade para fazer o ato simbólico com mil cruzes na Catedral Metropolitana de Manaus e chamar atenção, tanto da sociedade civil quanto dos órgãos de segurança, para os crimes contra jovens.

Segundo Edney, os dados foram obtidos na imprensa porque a pastoral tem dificuldade de conseguir informações nos órgãos de segurança pública, inclusive, na Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP). “Temos muita dificuldade de conseguir dados. Tentamos por meio de ofício, mas não conseguimos, porque é difícil”, disse.

Números

A SSP informou que, em 2011, foram registrados 925 homicídios na capital e 101 no interior, o que revela um total de 1.026 homicídios em várias faixas etárias em todo o Estado. De acordo com a SSP, os dados de 2011 já foram divulgados e constam em várias publicações nacionais, como o Mapa da Violência do Instituto Sangari e o Anuário de Segurança Pública do Fórum Brasileiro.

Quanto à dificuldade de obter informações, a SSP informou que, se houve uma divulgação equivocada de estatísticas, não foi por parte da secretaria que, diariamente, atende demandas da imprensa local e nacional, da área acadêmica e de outros setores da sociedade, além do Ministério da Justiça e Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). “Convém afirmar que a SSP do Amazonas aparece em nível nacional entre as que tratam suas informações com presteza, transparência e tempestividade. Quem afirma são os órgãos estatísticos nacionais”, informou, em nota, a SSP.

O secretário da SSP, Paulo Roberto Vital, disse que não se manifestaria sobre o assunto, pois considera que a matéria publicada em A CRÍTICA tratou o tema com precisão.  A CRÍTICA tentou falar com o padre Alcimar, coordenador das pastorais da Arquidiocese de Manaus, pelo telefone 94XX-XX53, sem sucesso.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).

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