Domingo, 01 de Agosto de 2021
CPI

Pazuello diz que falta de oxigênio em Manaus durou 'dois a três dias'

Na CPI, ex-ministro também afirmou que só soube do problema no Amazonas no dia 10 de janeiro, quatro dias antes da crise chegar ao ápice; ele foi rebatido pelos senadores Omar Aziz e Eduardo Braga



51190172369_9c450399d5_c_E7AECB85-E59A-4FBB-B1E2-4081105FB5EC.jpg Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
19/05/2021 às 12:49

Em depoimento à CPI da Pandemia no  Senado Federal, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou que soube sobre a falta de oxigênio no Estado do Amazonas no dia 10 de janeiro, quatro dias antes da capital Manaus  sofrer com o total desabastecimento do insumo hospitalar em sua rede de saúde - o que ocorreu dia 14 de janeiro.  Ele chegou a afirmar, ainda, que a falta de oxigênio no Amazonas durou apenas "dois a três dias", sendo rebatido de imediato. 

O ex-ministro sustentou que foi comunicado durante visita a Manaus, no dia 10, pelo governador Wilson Lima sobre o problema que o Estado enfrentava naquele momento e afirmou que "as medidas possíveis a partir do dia 10 foram todas executadas". Desde o dia  6 de janeiro, reportagem de A CRÍTICA já havia alertado que o consumo de oxigênio apresentava "demandas sem precedentes, mesmo em cenário de pandemia".

O presidente da CPI, Omar Aziz, que é senador pelo Amazonas, lembrou ao ex-ministro que, em depoimento à Polícia Federal, o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, revelou ter telefonado para Pazuello no dia 7 de janeiro. Segundo o depoimento, Marcellus solicitou "apoio logístico para a realização do transporte de oxigênio de Belém para Manaus". Pazuello confirmou a ligação mas disse que ela falava apenas de problemas de oxigênio, e não do desabastecimento do insumo.

Pazuello chegou a afirmar que as mortes por falta de oxigênio ocorreram somente por "dois a três dias", entre 13 e 15 de janeiro. A declaração causou revolta do senador Eduardo Braga (MDB-AM), que rebateu os argumentos do ministro e destacando que a afirmação dele era mentirosa. "Não faltou oxigênio só por três dias, pelo amor de Deus. Faltou oxigênio mais de 20 dias. É só ver o número de mortos e o desespero das pessoas. Não é possível".

O ministro chegou a tentar rebater, afirmando que não eram esses os dados que ele tinha em mãos. "Sabe quando chegou a carga de oxigênio que o senhor mandou do Ministério da Saúde para Manaus? Dia 24. A da Venezuela chegou antes. chegou no dia 20. Enquanto isso nós ficávamos dependendo da ajuda do Gustavo Lima, do Paulo Gustavo, do Tirulipa", protestou Braga.



News portal1 841523c7 f273 4620 9850 2a115840b1c3
Jornalismo com credibilidade

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.