Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
Operação Blockchain Fake

PC apreende carros de luxo de orcrim avaliados em R$ 6 milhões

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Manaus, São Paulo e Brasília contra membros de uma suposta organização criminosa que atua com esquemas de criptomoedas



Operacao_foto_1_carros_0B9592C7-5EE0-4E83-B829-3126C485363B.jpg Três carros de luxo foram apreendidos em um condomínio de luxo no bairro Ponta Negra em Manaus, um em Brasília e outro em São Paulo. Fotos: Erlon Rodrigues/PC
27/11/2021 às 13:02

A Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) deflagrou na manhã deste sábado (27) a “Operação Blockchain Fake”, que visa cumprir mandados de busca e apreensão para desarticular uma organização criminosa que atua com esquemas financeiros envolvendo criptomoedas. A operação foi realizada em Manaus, Brasília e São Paulo, e estima-se que cerca de 100 pessoas tenham sido vítimas, resultando em um prejuízo de aproximadamente R$ 100 milhões.

De acordo com o titular da DERFD, delegado Denis Pinho, as investigações iniciaram há cinco meses e neste sábado foram cumpridos oito mandatos de busca e apreensão em Manaus, sendo um na sede da suposta organização criminosa [que não teve o nome divulgado], localizada em um condomínio de luxo no bairro Ponta Negra e outro em uma loja de veículos importados no bairro Parque das Laranjeiras. 



Ao todo, foram apreendidos cinco veículos (três em Manaus, um em Brasília e um em São Paulo) avaliados em R$ 6 milhões, além de notebooks, pen drives, computadores, documentos, cadernetas de anotações e dinheiro – dólar, dólar canadense, peso mexicano e euro. Os dois carros apreendidos fora do Estado – uma McLaren e uma Ferrari – serão encaminhadas para a DERFD em Manaus.

Sobre a organização

Segundo a DERFD, os investigados se passavam por investidores de criptomoeda, utilizando a rede “Blockchain” [banco de dados compartilhado que registra as transações dos usuários]. O grupo buscava investidores prometendo retorno financeiro de até 10% por mês – valor esse que era pago apenas nos três primeiros meses. Nisso, houve registro de pessoas investindo de R$ 2 a R$ 5 milhões, o que acabava por alimentar esta pirâmide financeira e deixava os investidores no prejuízo.
 
“Realmente havia esse investimento, mas era apenas uma maneira ardilosa de pegar o dinheiro das pessoas e depois desapareciam. (...) Durante as investigações descobrimos que eles lavavam o dinheiro através de lojas de veículos importados, dissimulando compra de veículos nestes locais”, afirma o delegado Denis Pinho.

Ainda de acordo com a DERFD, o dinheiro dos investidores desta empresa era lavado através da loja de veículos importados no bairro Parque das Laranjeiras. Os três veículos aprendidos em Manaus estavam sob posse do proprietário desta loja. “O que ocorreu também foram medidas autorizadas pela justiça de bloqueios de contas bancarias e seqüestro e bens e imóveis, para que ao final a gente possa conseguir mensurar o que foi expropriado por essa organização criminosa”, afirma Denis Pinho.

Ainda que não tenha sido feito nenhuma prisão durante a operação, a DERFD afirma que existem mandados de prisão preventiva e temporária a serem cumpridos. De acordo com o delegado Denis Pinho, as investigações em torno do caso devem continuar.

A operação contou com o apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e delegacias especializadas em Homicídios e Sequestros (DEHS), Combate à Corrupção (Deccor) e Roubos e Furtos de Veículos (DERFV), além do 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e das equipes da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Copatri), da Divisão de Capturas e o Garras da Polícia Civil de São Paulo (PCESP), e da inteligência da Polinter da Polícia Civil do Mato Grosso (PC-MT).


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