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Manaus
MARQUISE DA MARISA

PC indicia responsáveis por retirada de peça centenária sem autorização

A representante em Manaus das Lojas Marisa, a engenharia e a arquiteta responsáveis pelo projeto de restauração e manutenção da marquise foram indiciadas criminalmente 22/02/2017 às 05:00 - Atualizado em 22/02/2017 às 08:35
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Retirada ocorreu, segundo a loja, por conta do risco iminente de desabamento. Falta de autorização motivou o indiciamento. Foto: Evandro Seixas (07/11/2016)
Kelly Melo Manaus

A representante em Manaus das Lojas Marisa, a engenheira e a arquiteta responsáveis pelo projeto de restauração e manutenção da marquise centenária que foi  arrancada da loja da localizada entre a avenida Eduardo Ribeiro e rua Henrique Martins, no Centro, em novembro do ano passado, foram indiciadas criminalmente  pela Polícia Civil.

De acordo com o delegado Samir Freire, da Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema),  o indiciamento aconteceu porque a empresa retirou a marquise sem a autorização necessária do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico (Iphan) e do Instituto Municipal de Planejamento e Urbanismo (Implurb). Segundo o delegado, tanto a representante da loja, Juliana Glória Macena, quanto a engenheira, Ivana Helena Soares, e a arquiteta, Anne Barbosa de Carvalho, foram ouvidas pelo menos duas vezes na delegacia e alegaram que possuíam a autorização do Iphan para remover a peça que apresentava avarias e risco de desabamento.

 “No entanto, no decorrer das investigações verificamos que a empresa apenas iniciou o processo de autorização no Iphan e não deu entrada no procedimento na prefeitura, o que inviabiliza esse tipo de trabalho. Ou seja, eles pularam algumas etapas do processo e por isso a obra foi considerada irregular”, explicou o delegado, ao ressaltar que a obra permanece embargada.  “Esse tipo de trabalho requer muitos detalhes, porque precisa ser acompanhado por um especialista, devido o seu valo histórico, e precisa ser devida autorizado tanto pelo Iphan quanto pelo Implurb”, frisou ele.  O caso será encaminhado à Justiça do Amazonas ainda nesta semana.

A retirada da marquise de mais de 100 anos de uma das lojas Marisa causou polêmica nas redes sociais em novembro, após A CRÍTICA denunciar o caso. Na época, a empresa justificou que a remoção da peça ocorreu devido o risco iminente de desabamento.

 

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