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Manaus
INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil ainda busca motivação para morte do dono de empresa de segurança

Segundo o delegado Jeff Mac Donald, titular da DEHS, a polícia não descarta nenhuma linha de investigação para o assassinato em uma emboscada na noite dessa quinta-feira (19) 20/07/2018 às 12:50 - Atualizado em 20/07/2018 às 12:50
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Foto: Rafael Seixas
Vitor Gavirati Manaus (AM)

A Polícia Civil não descarta nenhuma linha de investigação sobre o homicídio do proprietário da empresa Prosseg, Eduardo Correia de Matos, 34, que foi perseguido e assassinado com tiros de fuzil 556 em uma emboscada, na noite dessa quinta-feira (19), no Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul de Manaus.

Eduardo pilotava um carro modelo Jeep Renegade, branco e com placas PHI-3385, onde as marcas de pelo menos 13 tiros foram encontradas pela reportagem. O carro, que estava adesivado com a logomarca da empresa de segurança, foi encontrado na contramão da avenida das Torres. Populares relataram que, quando o empresário entrou na avenida após descer pela rua Conde de Sergimirim sendo perseguido, ele foi surpreendido por um motoqueiro que também estava armado.

O delegado Jeff Mac Donald, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que é a responsável pelas investigações do assassinato, afirmou que nenhuma possibilidade de motivação para a morte do empresário foi formulada pela Polícia Civil.

“A gente não descarta nenhuma linha. Estamos trabalhando para levantar toda a situação em relação à vítima. Tentamos traçar o que poderia ter ocasionado isso. A Delegacia está fazendo os levantamentos prévios, mas não tem como determinar uma linha de investigação em um primeiro momento”, explicou o delegado à reportagem do Portal A Crítica.

Fundamentando a posição da DEHS de não descartar possibilidades sobre o assassinato, a autoridade policial lembrou o caso de um motorista de aplicativo executado com vários disparos de arma de fogo no bairro Coroado, Zona Leste. A Polícia Civil havia trabalhado com a possibilidade de envolvimento com o tráfico de drogas, mas descobriu que o crime foi motivado por uma briga familiar.

“Então, observe a desproporção. De uma briga familiar para uma morte. E ainda da forma que foi, com vários disparos de arma de fogo. No caso do empresário, foram vários disparos utilizando fuzil. É o que chama a atenção. A delegacia vai ter que trabalhar para entender essa dinâmica do crime e as motivações”, completou Mac Donald.


Carro do empresário assassinado. Foto: Rafael Seixas

Ainda na cena do crime, na noite dessa quinta-feira, o delegado Daniel Leão, do 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), afirmou que as características dos disparos encontrados no carro revelam que os atiradores eram experientes. "Chama atenção que os disparos estão todos agrupados. Ou seja, mostra que quem disparou sabia atirar", afirmou Leão, destacando que as marcas de 9 dos treze tiros estavam na direção do motorista no painel do veículo.

Além de um fuzil 556, que é arma de uso restrito das Forças Armadas, uma pistola calibre 380 foi utilizada na execução de Eduardo.

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