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PCC tem braço no Amazonas

Como prova da relação do grupo PCC-AM com o original, de São Paulo, estão os envios de planilhas com a contabilidade do tráfico de drogas do grupo no Estado 12/10/2013 às 08:48
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Execução de concorrentes e desafetos é uma das marcas do PCC em Manaus
Adriano Silva Manaus (AM)

O Amazonas pode estar entre os 22 Estados investigados pelo Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP), que concluiu o maior mapeamento da história do crime organizado no País, com um raio X do Primeiro Comando da Capital (PCC), depois de três anos e meio de investigação.

As provas reunidas pelos promotores do Grupo Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) permitiram a construção de um retrato inédito e profundo da maior facção criminosa do País. Os promotores reuniram escutas, documentos, depoimentos de testemunhas e informações sobre apreensões de centenas de quilos de drogas e de armas.

A existência do PCC em presídios do Estado é confirmada por integrantes da cúpula da segurança pública que preferem não ter o nome divulgado.

Segundo informações da polícia, os integrantes do PCC existentes no Amazonas, enviam planilhas contendo valores para o comando central em São Paulo e esses valores são contabilizados juntamente com o arrecadado no restante do País.

Segundo fontes internas da polícia, muitos integrantes do PCC, como por exemplo os traficantes Rubens Rodrigues Marques Júnior, o “Rubão”, Paulo Marcelo do Nascimento, o “PC”, estão presos no Instituto Prisional Antônio Trindade (IPAT), localizado no Km 8 da BR-174.

A última rebelião ocorrida no presídio começou pela disputa de poder entre as facções rivais FDN e PCC. Por volta das 16h do dia 24 de agosto, os detentos do pavilhão “C” iniciaram a rebelião e tomaram os agentes de disciplina como reféns. Os presos, que são comandados pelo PCC, são os mesmos que iniciaram a rebelião que resultou a fuga de 172 detentos.

Segundo investigações do MPE-SP, o PCC fatura cerca de R$ 8 milhões por mês com o tráfico de drogas e outros R$ 2 milhões com sua loteria e com as contribuições feitas por integrantes - o faturamento anual de R$ 120 milhões a colocaria entre as 1.150 maiores empresas do País, segundo o volume de vendas. Esse número não inclui os negócios particulares dos integrantes, o que pode fazer o total arrecadado por criminosos dobrar.

A principal atividade desenvolvida pela facção é o  tráfico de drogas. Chamado de Progresso, prevê ações no atacado e no varejo. No último, a facção reunia centenas de pontos de venda espalhados pelo País.

Nomeclatura

Na nomeclatura do PCC, os bandidos classificam a qualidade dos produtos: a cocaína pura chama-se “100%” e o “ML”, é a droga  de segunda linha. A maconha é designada nas conversas com o nome de Bob Esponja. A droga vem do Paraguai e da Bolívia.

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