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Manaus
COMPAJ

Pé de maconha, rifle, caixas de som, drogas, celulares e wifi são apreendidos no Compaj

Confira lista completa de apreensões no presídio palco do massacre de 56 detentos no último domingo (1º) em Manaus 06/01/2017 às 16:15 - Atualizado em 06/01/2017 às 17:52
Vinicius Leal e Joana Queiroz Manaus (AM)

Pé de maconha, rifle, amplificadores de som, drogas, celulares e roteador de wi-fi estão entre os itens apreendidos pela Polícia Militar do Amazonas e pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) durante vistoria no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), presídio palco do massacre com 56 detentos mortos por decapitação e esquartejamento no último domingo (1º).

A lista de apreensões inclui o rifle calibre 22 que apareceu em uma foto divulgada pelos próprios presos nas redes sociais momentos antes do massacre, e que teria sido usado na chacina. Também foram apreendidas trouxinhas e porções médias de entorpecentes, duas balanças de precisão, 42 armas caseiras e estoques, um terçado, três martelos caseiros, dois macacos hidráulicos, instrumentos musiciais, panelas, TV, ventiladores, uma lanterna, algema, pen-drive e quatro baterias de celular.

Segundo o comandante do Comando de Policiamento Especial (CPE) da PM, tenente-coronel Cleitman Coelho, o rifle “usado” no massacre estava escondido em um cano de esgoto que passa por debaixo do gramado no entorno da cadeia. De acordo com o tenente-coronel, os presos estavam tranquilos e “receptivos” quanto à vistoria.

A vistoria começou nas primeiras horas da manhã, por volta das 5h, na parte externa do presídio, com a participação de aproximadamente 128 policiais de várias tropas, como Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Batalhão de Choque, Comando de Operações Especiais (Coe), Canil da PM e a Cavalaria da PM. Também participaram agentes da Seap.

Depois, os policiais adentraram para as áreas de convivência do presídio e entraram no pavilhão 3, onde estavam detentos considerados líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), grupo que liderou o massacre do último domingo. No local, segundo o tenente-coronel Cleitman, estavam os detentos “Marabá” e “Garrote”, apontados como chefes da facção FDN.

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